Irã anuncia fabricação de aviões de combate e novos exercícios militares

Teerã, 15 jul (EFE).- O Exército iraniano anunciou hoje a fabricação de aviões de combate com tecnologia avançada e que a força aérea do país realizará em breve manobras similares às feitas na semana passada pelos Guardiões da Revolução Islâmica (tropa de elite do regime dos aiatolás) no Golfo Pérsico.

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O anúncio foi feito pelo comandante da Força Aérea iraniana, general-de-brigada Ahmad Mighani, que não divulgou detalhes sobre os novos aviões de combate e que se limitou a destacar que "não podem ser detectados por radares".

"A força aérea do Exército goza agora de uma grande capacidade militar e a fabricação deste tipo de aviões aumentará ainda mais esta capacidade", declarou Mighani, que também não disse se o Irã testará a nova aeronave nos próximos exercícios, cuja data não foi revelada, informa a agência "Mehr".

O Irã, envolvido em uma polêmica com o Ocidente por causa de suas atividades nucleares, anunciou em agosto do ano passado ter testado com sucesso um caça-bombardeiro batizado de "Azarakhsh", o primeiro deste tipo de fabricação nacional.

Mighani se referiu aos exercícios militares dos Guardiões da Revolução Islâmica, que na semana passada testaram nove mísseis de médio e longo alcance, assim como aviões não tripulados para missões de combate e reconhecimento, entre outros materiais militares.

"Os exercícios dos Guardiões mostraram aos inimigos a potência e a capacidade desta força militar (...), nós também mostraremos aos inimigos que cortaremos suas mãos se pensarem em atacar o Irã", declarou Mighani, segundo a "Mehr".

Os Guardiões da Revolução Islâmica, a espinha dorsal do regime islâmico iraniano, atuam de forma independente do Exército regular e têm suas próprias forças aérea, naval e terrestre, mas são considerados uma organização terrorista pelos Estados Unidos.

Esta tropa de elite, composta por 350 mil homens e cujo comandante é o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, também possui grandes instituições econômicas ativas no Irã nos setores da construção e da indústria petrolífera. EFE msh/wr/fal

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