Irã anuncia construção de segunda usina de enriquecimento de urânio

TEERÃ - O Irã anunciou à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que está construindo uma segunda usina de enriquecimento de urânio, além da central de Natanz, informou a agência em Viena.

Redação com agências internacionais |

"Em 21 de setembro, o Irã informou à AIEA em uma carta que o país está construindo uma nova usina de enriquecimento de urânio", afirma o porta-voz da agência da ONU, Marc Vidricaire, em um comunicado.

"Nesta carta, o Irã assegura à agência que informações complementares serão fornecidas no 'momento apropriado'", acrescenta a noita de Vidricaire.

"Em sua resposta, a AIEA pediu ao Irã que apresente informações específicas e conceda acesso à instalação o mais rápido possível. Isto permitirá à agência avaliar os requisitos para a verificação da proteção desta instalação", completa.

Até agora, o Irã tinha apenas uma usina de enriquecimento de urânio em funcionamento, em Natanz.

A carta destaca que o nível de enriquecimento seria de até 5,0%, que é um nível baixo de enriquecimento e não elevado o suficiente elevado para fabricar o material físsil de uma bomba atômica.

O urânio pouco enriquecido é utilizado para fabricar combustível nuclear. "A agência também entende que, segundo o Irã, não foi introduzido material nuclear na instalação", completa o comunicado da AIEA.

ONU condena proliferação nuclear

O Conselho de Segurança das Nações Unidas, em reunião de cúpula liderada pelo presidente norte-americano, Barack Obama, aprovou por unanimidade na quinta-feira uma resolução pedindo que os países dotados de armas nucleares eliminem seu arsenal.

Obama presidiu a reunião realizada na sede da ONU em Manhattan. É a primeira vez que um presidente dos EUA coordena uma cúpula do Conselho de Segurança desde a criação da entidade, em 1946.


Obama preside Conselho de Segurança da ONU / AP

Foi apenas a quinta vez que o Conselho de Segurança se reuniu com os chefes de Estado e de governo, e a primeira vez em que o fez exclusivamente para tratar da proliferação e do desarmamento nucleares.

"Convoquei esta cúpula para que possamos tratar no nível mais alto de uma ameaça fundamental à segurança de todos os povos e todas as nações -- a disseminação e o uso de armas nucleares", disse Obama ao conselho.

"Esta própria instituição foi fundada na aurora da era atômica, em parte porque a capacidade humana de matar precisava ser contida, e, embora tenhamos evitado um pesadelo nuclear durante a Guerra Fria, agora enfrentamos proliferação de âmbito e complexidade tamanhas que requerem novas estratégias e novas abordagens".

Obama disse que o próximo ano será "absolutamente crítico" para determinar se os esforços para impedir a disseminação e o uso de armas nucleares terão êxito.

A resolução redigida pelos EUA pede "novos esforços na esfera do desarmamento nuclear" e exortou todos os países que não assinaram o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), de 1970, a fazê-lo.

A resolução também pede o fim da proliferação de armas atômicas e exige que os signatários do TNP cumpram sua promessa de não desenvolver ogivas nucleares.

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança -- Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha e França -- têm bombas atômicas.

Os signatários do TNP que não possuem arsenais nucleares se queixam há décadas de que as potências nucleares oficiais não têm cumprido seus compromissos, ao mesmo tempo em que buscam impedir outros países de ingressarem no chamado "clube nuclear".

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