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Irã ainda considera enriquecimento de urânio linha vermelha indiscutível

Teerã, 19 jun (EFE).- O Irã ainda vê como uma linha vermelha indiscutível seu programa de enriquecimento de urânio, por isso não deve aceitar a exigência da comunidade internacional para suspender essas atividades, segundo um comentário da televisão iraniana Alalam.

EFE |

O comentário, divulgado hoje no site da emissora, se refere ao novo pacote de incentivos do Ocidente, apresentado a Teerã no sábado passado pelo alto representante para Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, e considera que "não contém nada novo".

Estima que "a única coisa boa na visita de Solana é que esta viagem confirmou que as negociações são o único meio para encontrar uma saída" à disputa por causa das atividades atômicas iranianas.

Solana visitou o Irã acompanhado de representantes da Alemanha e dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, com exceção dos EUA, que insistem em que o Irã suspenda o enriquecimento de urânio em troca de incentivos econômicos.

"Reconhecer o direito do Irã de ter acesso à tecnologia nuclear pacífica, apoiar o desenvolvimento agrícola e a modernização da frota aérea são direito de todos os membros da comunidade internacional, sua obtenção não precisa de permissão", diz o comentário da "Alalam".

Além disso, reitera que a exigência do grupo de negociação "de que o Irã suspenda o enriquecimento durante as negociações não é nova, e pode complicar ainda mais a situação".

O Irã, que tem milhares de centrífugas para o enriquecimento de urânio na central de Natanz, garante que seu programa é pacífico, enquanto os EUA e outros países ocidentais suspeitam que tem objetivo militar.

Vários comentaristas iranianos já afirmaram que Teerã estaria disposto a aceitar o estabelecimento de um consórcio internacional para o enriquecimento de urânio, mas dentro do território iraniano, e não em outro país. EFE fa/an

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