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Irã afirma que acusações contra presidente sudanês são injustas

Teerã, 21 jul (EFE).- O Irã qualificou hoje de injustas e de prova da inimizade ocidental as acusações da promotoria do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o presidente sudanês, Omar al-Bashir, de genocídio na região de Darfur (oeste do Sudão).

EFE |

Esta postura foi apresentada pelo ministro de Relações Exteriores, Manouchehr Mottaki, após se reunir com o assessor político de Bashir, Ghazi Salah ad-Din, que visita Teerã em meio a uma campanha diplomática de Cartum para enfrentar a ordem de detenção por genocídio de Bashir, pedida pelo TPI.

O promotor-chefe desta corte, Luis Moreno Ocampo, acusou o líder sudanês de crimes de guerra, contra a humanidade e por genocídio em Darfur, localidade na qual morreram mais de 300 mil pessoas em cinco anos de conflito.

"Estas acusações são injustas e representam uma prova da inimizade ocidental contra o povo sudanês", declarou o chanceler iraniano.

"As grandes potências controlam as estruturas da ordem mundial, por isto esta ordem não responde às aspirações e aos objetivos dos povos", acrescentou Mottaki.

Além disso, ele instou organizações árabes e islâmicas, além da ONU, a "atuarem para o estabelecimento de uma política conjunta para acabar com a política injusta do Ocidente".

Darfur é palco de um conflito armado entre grupos opositores e as tropas governamentais e milícias árabes desde 2003.

Desde este ano, cerca de 300 mil pessoas morreram e mais de dois milhões se viram obrigadas a abandonarem seus lares por este conflito, declarou a ONU. EFE fa/fal

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