Irã afirma acreditar que AIEA não é influenciada por pressões externas

Teerã, 15 set (EFE).- O Governo do Irã expressou hoje que acredita que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) não se vê influenciada por pressões externas em suas negociações sobre a cooperação técnica sobre seu programa nuclear.

EFE |

O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Hassan Ghashghavi, afirmou hoje em entrevista coletiva: "Esperamos que esta entidade internacional mantenha sua vigência e atue segundo as normas internacionais".

A AIEA realiza reuniões periódicas com as autoridades iranianas para confirmar que seu programa nuclear tem fins pacíficos, como garante Teerã.

Vários países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, querem que o Irã prove que seu programa de enriquecimento de urânio não esconde intenções de desenvolver armas nucleares.

Em declarações reproduzidas pela agência oficial "Irna", Ghashghavi disse que o Governo iraniano teme que em breve "se intensifiquem as pressões sobre alguns membros da AIEA", embora não tenha identificado a origem destas pressões.

Por outro lado, o porta-voz afirmou que as negociações realizadas entre o Irã e o Grupo dos Seis (G6, formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha) sobre o programa nuclear iraniano se desenvolvem "em uma atmosfera construtiva", e reiterou a disposição de Teerã para colaborar neste diálogo.

O G6 ofereceu uma série de incentivos ao Irã para suspender seu programa de enriquecimento de urânio.

As conversas, que começaram a partir da oferta feita em 14 de junho pelo Grupo dos Seis, ainda não foram concluídas, mas os EUA ameaçaram com novas sanções ao Governo de Teerã se o regime dos aiatolás não responder à proposta em breve.

Por outro lado, Ghashghavi confirmou que o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, se reunirá com outros governantes durante sua visita a Nova York para participar da Assembléia Geral da ONU.

O Irã continua à espera de que os EUA concedam a Ahmadinejad e aos membros de sua comitiva permissão para se deslocar a Nova York e, segundo Ghashghavi, acredita que este assunto será resolvido em breve.

Por último, Ghashghavi destacou o desenvolvimento das relações do Irã com a América Latina e mencionou o reatamento das relações com a Nicarágua e a ampliação dos vínculos com a Bolívia.

"Esta região tem um grande potencial para a ampliação das relações", acrescentou. EFE msh/wr/fal

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