Irã admite que sanções podem prejudicar programa nuclear

Essa é a primeira vez que o Irã reconhece a possibilidade de as medidas impactarem negativamente as atividades atômicas do país

iG São Paulo |

As novas sanções impostas pela comunidade internacional contra o Irã poderão ter algum efeito na desaceleração do progresso do programa nuclear do país, incluindo as atividades de enriquecimento de urânio, afirmou nesta quarta-feira o chefe do programa nuclear iraniano, Ali Akbar Salehi.

A declaração representa a primeira vez que o Irã reconhece a possibilidade de as medidas impactarem negativamente as atividades atômicas do país.

"Não podemos dizer que as sanções não têm efeito", disse o chefe da Organização de Energia Atômica do Irã segundo a agência de notícias ISNA. Ele, no entanto, afirmou que essas sanções não frearão o controvertido programa. "Talvez elas desacelerem o trabalho, mas não vão interrompê-lo, isso é certo", declarou na cidade portuária de Bushehr, no sul do Irã.

O Irã enfrenta uma nova onda de sanções impostas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e unilateralmente pelos Estados Unidos e pela União Europeia . O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, reiterou diversar vezes que as sanções não teriam impacto sobre a economia do Irã nem sobre o programa nuclear.

Salehi, que na manhã desta quarta-feira disse que a usina de energia nuclear de Bushehr começaria as operações ainda neste ano , afirmou que a usina não seria afetada pelas sanções, mas reconheceu que podem ter efeito sobre o enriquecimento de urânio.

"No caso do enriquecimento e para alguns equipamentos como equipamentos de medição, poderemos ter alguns problemas", afirmou Salehi. Ele acrescentou, no entanto, que o Irã conseguiria produzir seu próprio equipamento se for necessário.

*Com AFP e Reuters

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