Irã acusa secretário-geral da ONU de interferência, diz agência

TEERÃ (Reuters) - O Irã acusou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, de interferir nos assuntos internos da República Islâmica em seus comentários sobre a contestada eleição presidencial realizada no dia 12, informou a agência iraniana de notícias Isna. Na segunda-feira, Ban pediu a interrupção imediata do uso da força contra civis no Irã e fez um apelo às autoridades para que respeitem os direitos civis ao lidarem com os protestos de rua contra o resultado da eleição presidencial.

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"Senhor Ban Ki-moon, sob influência de algumas potências, o senhor está ignorando as realidades da eleição do Irã. Seus comentários estão claramente contrariando suas obrigações... e são uma clara interferência nos assuntos do Estado do Irã", disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores Hassan Qashqavi, segundo a agência.

O Irã intensificou nos últimos dias as alegações de interferência estrangeira em seus assuntos internos.

Manifestantes se reúnem quase diariamente em Teerã desde que as autoridades afirmaram que o atual presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, havia derrotado facilmente seu principal opositor na eleição, Mirhossein Mousavi.

Mousavi diz que a votação foi fraudada, acusação negada pelas autoridades.

A TV estatal iraniana informou que 10 pessoas foram mortas em confrontos no sábado e a Guarda Revolucionária prometeu na segunda-feira enfrentar a resistência dos "agitadores".

(Reportagem de Parisa Hafezi)

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