Irã acusa Polícia sueca de negligência e pede compensação a Estocolmo

Teerã, 29 jun (EFE).- O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Hassan Qashqavi, acusou hoje a Polícia sueca de negligência por sua atuação perante os distúrbios ocorridos na sexta-feira em frente à embaixada iraniana em Estocolmo e pediu uma compensação ao Governo sueco.

EFE |

Em sua habitual entrevista coletiva semanal, o funcionário iraniano acusou de novo o grupo opositor armado Mujahedin Khalq (Combatentes do Povo) de tentar atacar a citada delegação diplomática.

"Os agressores atacaram três dos diplomatas iranianos, destruíram o carro da embaixada e causaram danos materiais na sede diplomática", explicou Qashqavi.

"Eu pessoalmente estive em Estocolmo como diplomata no passado e em geral não tive uma má experiência neste país, mas é uma cidade insegura para os diplomatas estrangeiros já que houve vários casos de ataque à embaixada nesta cidade no passado", acrescentou.

Qashqavi pediu, além disso, às autoridades suecas uma compensação pelos danos materiais e psicológicos causados, e que a Polícia persiga, detenha e castigue os culpados.

Neste sentido, voltou a assinalar o grupo opositor de tendência marxista islâmica Mujahedin Khalq de provocar o ataque à delegação.

"Os cartazes que levavam e as imagens que vimos depois na Internet eram similares aos Mujahedin e aos grupos contrários à revolução e partidários da monarquia que boicotaram as eleições e que não têm nada a ver com os eleitores iranianos e os candidatos", disse Qashqavi.

O Irã considera os Mujahedin Khalq terroristas, organização criada na década de 60 e que após a revolução buscou refúgio no Iraque, país de onde lançou ataques contra o território iraniano.

EFE jm-msh/ma

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