Irã acusa Ocidente de provocar distúrbios para impedir seu desenvolvimento

Teerã, 9 jan (EFE).- O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, acusou hoje o Ocidente de provocar distúrbios no país para impedi-lo de se tornar uma potência mundial, em alusão aos protestos e incidentes ocorridos em solo iraniano desde sua reeleição, em junho último.

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"Eles, que cometeram crimes de todo tipo desde a Segunda Guerra Mundial, querem que os demais paguem a conta. Com esta postura, acham que podem pressionar o povo iraniano", disse Ahmadinejad na inauguração de uma fábrica de produção de alumínio em Bandar Abbas, no sul do Irã.

Os ocidentais "sabem que um país como o Irã, levando em conta suas grandes riquezas, sua situação estratégica e seu povo, conseguirá virar uma potência mundial indiscutível nos próximos cincos anos", acrescentou Ahmadinejad, cujo discurso foi exibido ao vivo pela televisão pública.

"Eles sabem que não podem impedir esta conquista e por isso pensam desacelerar o ritmo dela com desculpas como os direitos humanos ou as atividades nucleares", afirmou.

Ahmadinejad acusou o Ocidente de provocar distúrbios no Irã e de intensificá-lo com a criação de programas por satélite capazes de emitir imagens dos distúrbios.

"Mas eles não conseguirão impedir nosso desenvolvimento nem com distúrbios nem com sanções", acresceu o presidente.

O líder iraniano também ressaltou que os ocidentais devem muito ao Irã, que "ocuparam o país durante a Segunda Guerra Mundial apesar de Teerã ter anunciado sua neutralidade".

Na conferência de Teerã, os líderes de EUA, Reino Unido e Rússia qualificaram o Irã come "a ponte da vitória" dos aliados, o que "era certo".

"Eles se aproveitaram de nosso petróleo, de nossa ferrovia, de nossas comidas e de nossa situação estratégica", disse Ahmadinejad.

O chefe de Estado afirmou que estão sendo calculadas as perdas do Irã durante essa guerra e que o Irã cobrará uma recompensa por essas perdas.

"O povo iraniano cumpre suas palavras e, quando dizemos que vamos pedir uma recompensa, é porque conseguiremos", declarou. EFE msh/sc

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