Irã acusa Israel de usar armas químicas em Gaza

Teerã, 18 jan (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores do Irã, Manouchehr Motakki, acusou hoje Israel de usar armas químicas na Faixa de Gaza e exigiu uma investigação internacional a respeito.

EFE |

Em carta à Organização Contra o Uso de Armas Químicas, divulgada hoje pela televisão iraniana "PressTV", Motakki declarou que o mundo precisa saber que o Exército israelense utilizou materiais proibidos como o "fósforo branco" em seus bombardeios sobre Gaza.

"O mundo está sendo testemunha de uma das maiores catástrofes humanitárias de nossa era na Faixa de Gaza, onde os ataques ceifaram a vida de milhares de civis indefesos", disse Mokatti em sua carta dirigida à organização, cuja sede fica em Haia.

"Os sionistas usam armas químicas proibidas, o que significa uma violação à Convenção de Genebra, assinada em 1925... Estes crimes demonstram claramente que o regime sionista não quer cumprir as leis internacionais", acrescenta a mensagem.

Dias atrás, a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch apresentou uma denúncia similar contra o Exército israelense.

Segundo a ONG, alguns de seus representantes na região em conflito foram testemunhas, em 9 e 10 de janeiro, de ataques com projéteis enriquecidos com fósforo branco contra a Cidade de Gaza e o campo de refugiados de Jabalya.

Na quinta-feira, o diretor de Assuntos Humanitários das Nações Unidas, John Holmes, também denunciou que uma das instalações da organização internacional em território palestino tinha sido atingida por projéteis impregnados com a citada matéria.

O fósforo branco é um composto químico altamente inflamável, que produz incêndios difíceis de debelar e causa graves ferimentos quando em contato com a célula humana. EFE jm/sc

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