Irã acusa EUA por atentado contra mesquita

TEERÃ - O vice-governador da província de Sistão-Baluchistão acusou os Estados Unidos de ter recrutado os autores do atentado de quinta-feira contra uma mesquita xiita no Irã, que matou 23 pessoas.

Redação com agências internacionais |

Apesar dos esforços do governo de Barack Obama de desenvolver um diálogo com Teerã, o vice-governador Jalal Sayahun acusou os Estados Unidos de ter recrutado os autores do atentado de Zahedan.

"Prendemos três pessoas envolvidas no atentado terrorista", declarou à agência iraniana Fars o vice-governador do Sistão Baluchistão, região que fica próxima da fronteira com Paquistão e Afeganistão e que tem uma importante minoria sunita.

Reuters
Teto da mesquita ficou manchado de sangue

Teto da mesquita ficou manchado de sangue

"Segundo as informações obtidas, foram recrutadas pelos Estados Unidos e pelos agentes da arrogância", completou. As autoridades iranianas utilizam a expressão "arrogância mundial" para se referir ao "inimigo" americano.

O atentado

O atentado suicida, que não foi reivindicado, aconteceu durante a oração de quinta-feira à tarde na mesquita xiita de Amir al-Momenin, o segundo local de culto xiita mais importante de Zahedan, capital da província de Sistão Baluchistão, e matou 23 pessoas e feriu outras 25.

O ataque coincidiu com as celebrações do aniversário da morte de Fatima Zahra, filha do profeta Maomé e mulher de Ali, o primeiro imã xiita.

O governador do Sistão-Baluchistão, Ali Mohamad Azad, informou que 125 pessoas ficaram feridas. "Esta catástrofe foi um ataque suicida terrorista", afirmou o deputado de Zahedan Payman Foroozesh.

O candidato à presidência iraniana Mir Hosein Musavi também acusou forças estrangeiras, mas não identificou as mesmas.  "Ataques como o de Zahedan são influenciados ou apoiados por forças estrangeiras", afirmou.

"Quanto menos forças estrangeiras existirem na região, mais segura estará. Estas forças provocam o aumento do extremismo".

O governador Azad afirmou que o atentado era parte de um projeto de "bandidos e terroristas" para atacar a segurança na província antes das eleições.

Ele disse ainda que membros de um grupo terrorista que queriam fugir de Zahedan foram presos. "Os suspeitos queriam explodir bombas em outras áreas de Zahedan", afirmou o governador.

O Irã acusa agentes dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha baseados nos vizinhos Iraque e Afeganistão de lançar ataques contra as provícias de fronteira onde vivem minorias étnicas. Washington e Londres rejeitam as acusações.

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