Irã aceita se reunir com alta representante da UE

Teerã, 11 mai (EFE).- O Irã aceitou uma proposta da Alta Representante de Política Externa e Segurança da União Europeia, Catherin Ashton para retomar o diálogo nuclear, revelou hoje o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast.

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Teerã, 11 mai (EFE).- O Irã aceitou uma proposta da Alta Representante de Política Externa e Segurança da União Europeia, Catherin Ashton para retomar o diálogo nuclear, revelou hoje o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast. Em sua coletiva semanal, o funcionário detalhou que seu país está disposto a produzir um encontro direto entre a representante europeia e o secretário-geral do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Saeed Jalili. "Ashton expressou em várias ocasiões seu desejo de dialogar com os responsáveis iranianos. A República Islâmica aceitou uma reunião entre Ashton e Yalili", explicou. Mehmanparast acrescentou que o encontro será na Turquia, mas não revelou em que data irá acontecer, já que "até ainda não se decidiu". A este respeito, o funcionário iraniano assinalou que também não existe uma agenda concreta e advertiu que se o objetivo é tratar o programa nuclear iraniano, este é um assunto que compete a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). "Já que foi Ashton que solicitou a reunião, estamos à espera para ver que questões quer tratar conosco", disse. Grande parte da comunidade internacional, com os Estados Unidos e a União Europeia à frente, acusam o Irã de ocultar, sob seu programa nuclear civil, outro de natureza clandestina e ambições bélicas cujo objetivo seria a aquisição de armamento atômico, alegação que Teerã nega. O conflito se agravou no final do ano passado, depois que o regime iraniano colocou impedimentos a uma proposta de Washington, Moscou e Londres para intercambiar seu urânio enriquecido a 3,5% por combustível nuclear enriquecido a 20%, nas condições que diz precisar para manter seu reator ativo em Teerã. Em fevereiro a queda-de-braço se inflamou um pouco mais após a decisão do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinyad, de iniciar o processo de enriquecimento em território nacional. Desde então, os Estados Unidos tratam de pactuar uma nova bateria de sanções, que até o momento topam com a reticência de países como China, Brasil e Turquia. Ashton advertiu na segunda-feira que as medidas punitivas poderiam ser impostas "de maneira muito rápida". EFE jm/pb

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