IPI considera a Rússia como um dos países mais perigosos para jornalistas

Viena, 12 ago (EFE).- O Instituto Internacional da Imprensa (IPI, em inglês) alertou hoje que a Rússia consolida sua posição como um dos países mais perigosos do mundo para jornalistas, em comunicado no qual condena o assassinato na terça-feira passada de um repórter na república russa do Daguestão.

EFE |

O jornalista Malik Akhmedilov foi encontrado morto em seu carro com vários ferimentos no estômago.

"O assassinato de Akhmedilov ressalta a preocupante reputação da Rússia como um dos países mais perigosos para jornalistas", acrescenta o IPI em sua nota emitida em Viena.

Segundo esta rede de diretores e editores de veículos de imprensa, pelo menos 53 profissionais da informação foram assassinados na Rússia desde 1997.

O subdiretor do IPI, Michael Kudlak, se referiu à "indignação" pela morte de outro jornalista na Rússia e outro no Daguestão, república vizinha à Chechênia.

"As autoridades russas devem sustentar suas promessas de proteger os jornalistas e prender aqueles que os matam", exigiu Kudlak, ao acrescentar que "não se pode permitir que prospere uma cultura da impunidade".

Segundo o IPI, apesar dos detalhes do assassinato não serem claros, vários colegas do jornalista morto asseguraram que o fato está relacionado com seu trabalho como repórter crítico contra as autoridades locais e de Moscou.

Akhmedilov era subdiretor do jornal "Khakikat", publicado na língua local avar. Segundo o IPI, ele é o quarto jornalista do Daguestão assassinado nos últimos dois anos. EFE As/bba

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