Invetigadas as causas do acidente com avião turco em Amsterdã

Quarenta investigadores examinam nesta quinta-feira os restos e as caixas-pretas do avião comercial turco que caiu na véspera perto do aeroporto de Amsterdã-Schiphol para tentar desvendar as causas do acidente, que matou nove pessoas e deixou 86 feridos.

AFP |

No total, sessenta e três pessoas estão internadas nesta quinta-feira, seis das quais em estado grave, declarou Theo Weterings, prefeito da cidade onde fica o aeroporto de Schipol-Amsterdam, em entrevista à imprensa.

O Boeing 737-800 da companhia Turkish Airlines, que havia decolado na quarta-feira de Istambul com 134 pessoas a bordo, caiu às 10H31 local (09H31 GMT), em um campo a três quilômetros do aeroporto de Schiphol-Amsterdam, causando a morte de nove pessoas.

"O avião ficou muito danificado, é uma verdadeira ruína, é surpreendente como algumas pessoas conseguiram sair sozinhas de lá, é como se tivesse acontecido um milagre", declarou à AFP Fred Sanders, porta-voz do Escritório de Investigação para a Segurança, encarregado de investigar no local da catástrofe na Holanda.

O avião se partiu em três, seus reatores saíram de seus compartimentos, mas a aeronave não explodiu.

Segundo a rede de televisão CNN-Turk, a aeronave passou por inspeção duas vezes na semana anterior ao acidente: em 18 de fevereiro por um problema com os flaps de uma asa e em 23 de fevereiro por um incêndio no sistema de alerta geral.

De acordo com Weterings, as seis pessoas que morreram e mais quatro dos feridos graves ainda não haviam sido identificados na tarde desta quinta-feira. Três turcos, membros da tripulação, morreram e foram identificados.

A bordo do Boeing 737-800 havia 53 holandeses, 51 turcos, sete americanos, três britânicos, um alemão, um búlgaro um finlandês, um italiano e um taiwanês, segundo Weterings.

Quase 70 familiares das vítimas chegaram na quarta-feira à Holanda num vôo especial procedente da Turquia. "Eles vão tentar identificar os mortos e os feridos que não podem falar", explicou o coordenador da Cruz Vermelha, Willem Henze.

O Escritório de Investigações e de Análises (BEA) está examinando nesta quinta-feira em Paris as caixas-pretas da aeronave.

"A investigação sobre o terreno, que começou na noite de quarta-feira, deve estabelecer se houve erros que poderiam ter sido evitados, se há um responsável", declarou à AFP uma porta-voz da promotoria, Annemiek van Eck.

"Os primeiros resultados da investigação podem ser divulgados dentro de algumas semanas", indicou Fred Sanders. "Mas as conclusões oficiais não serão tiradas em menos de um ano provavelmente", acrescentou.

bur-lm/sd

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