Investigador francês pede prudência na cobertura do acidente da Air France

O diretor do órgão francês responsável pelas investigações das causas do acidente com o voo 447 da Air France, Paul-Louis Arslanian, afirmou, nesta quinta-feira, que qualquer pista sobre o desaparecimento do avião no Oceano Atlântico é prematura e pediu à imprensa prudência para abordar o assunto. As declarações de Arslanian foram feitas após o jornal vespertino Le Monde ter publicado, em sua edição desta quinta-feira, que o Airbus A330 não estaria voando com a velocidade correta e que uma sucessão de eventos catastróficos teria feito o avião se desintegrar em pleno voo.

BBC Brasil |

"Há um exagero de informações, em todas as direções, que são mais ou menos verdadeiras, mais ou menos validadas com extrapolações e tentativas de explicações", afirmou Arslanian.

O diretor do Centro de Investigações e Análises (BEA, na sigla em francês), órgão ligado ao Ministério dos Transportes da França responsável por investigar as causas de acidentes da aviação civil, disse que "nada está excluído", ao ser questionado sobre a possibilidade do avião ter explodido em pleno voo.

Diminuir a velocidade
Segundo ele, os investigadores franceses nem teriam ainda certeza absoluta de que os destroços que estão sendo resgatados no oceano seriam do voo 447 da Air France.

"Há uma forte probabilidade que os destroços correspondam aos do acidente, mas coincidências existem. Não vimos fotos ainda e a aviação francesa também não viu nada. É preciso ser prudente", afirmou o diretor do BEA.

Arslanian confirmou que os investigadores dispõem das informações emitidas automaticamente pela aeronave, mas ressaltou que se tratam de "dados de manutenção".

Representantes do Sindicato Nacional dos Pilotos de Linha (SNPL) da França também contestaram as informações divulgadas pelo jornal Le Monde em relação ao fato de que o avião estaria voando com uma velocidade incorreta.

Segundo eles, um piloto que enfrenta fortes turbulências não é obrigado a utilizar uma velocidade correta, mas sim evitar variações de velocidade e manter uma linha de voo estável.

"É normal que o piloto diminua a velocidade quando há turbulências", afirma Eric Derivery, porta-voz do sindicato.

O diretor do BEA afirmou não saber se a turbulência registrada teria tido "um impacto sobre o avião".



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