Investigada ligação entre câncer e ressonância magnética

Londres, 22 mai (EFE).- Cientistas britânicos investigarão se há uma ligação entre o câncer e os aparelhos de ressonância magnética, informa hoje a Agência de Proteção da Saúde (HPA) do Reino Unido em seu site.

EFE |

Essas máquinas, usadas normalmente para captar imagens detalhadas do interior do corpo humano, usam campos magnéticos muito fortes que podem ser prejudiciais à saúde de pessoas que se expõem a elas com freqüência, acreditam alguns especialistas.

Os pesquisadores basearão seu estudo no acompanhamento de funcionários do Sistema Nacional de Saúde (NHS) e outros profissionais que manipulam esses aparelhos.

Apesar disso, a pesquisa não incluirá os pacientes, pois sua exposição a essa tecnologia não é significativa.

O grupo de cientistas da HPA examinará a relação entre o índice de mortalidade e o número de casos de câncer entre os funcionários que manipulam esses aparelhos.

"Há uma necessidade premente de um estudo bem feito sobre a mortalidade e as evidências de câncer em trabalhadores submetidos a longas exposições a campos magnéticos estáticos, sobretudo os associados aos aparelhos de RM", afirmou o professor Anthony Swerdlow.

Ele preside o chamado Grupo Assessor de Radiação Não Iônica (AGNIR), que assessora a Agência de Proteção da Saúde e promove essa pesquisa, que também se centrará nos bebês das mães que se submeteram à RM durante a gravidez.

Além disso, os especialistas analisarão se a exposição à ressonância magnética altera o ritmo cardíaco em pessoas que sofrem de doenças cardiovasculares ou têm marca-passo.

O presidente da HPA, William Steward, disse que esse tipo de máquinas "têm alguns benefícios inquestionáveis para a medicina, especialmente como ajuda para uma precisa diagnose clínica", mas admitiu que "existe uma falta de informação sobre os efeitos adversos (dessa tecnologia) para a saúde a longo prazo".

A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugeriu uma pesquisa internacional como forma efetiva de saber mais sobre o possível vínculo entre os aparelhos de RM e determinadas doenças.

A ressonância magnética foi realizada pela primeira vez há 30 anos como técnica para obter diagnósticos médicos e constitui uma alternativa não radioativa aos famosos raios X. EFE pa/db

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