Investigação sobre causas da tragédia do voo 447 perto de seus objetivos

O Birô de Investigações e Análises (BEA) encarregado da investigação na França sobre a queda do Airbus A330 durante o voo entre Rio de Janeiro e Paris no dia 1º de junho afirmou nesta quarta-feira que está quase finalizando a investigação sobre as causas do acidente.

AFP |

"Levando em conta todo o trabalho que já foi feito e tudo que temos, acho que talvez estejamos quase finalizando a investigação", declarou nesta quarta-feira Paul-Louis Arslanian, diretor do BEA, durante uma entrevista coletiva.

Indagado sobre as hipóteses mais citadas, sobretudo a falha das sondas de velocidade Pitot, ele respondeu: "Por enquanto, ninguém pode dizer o que aconteceu".

Arslanian também ressaltou que ainda não tem o resultado das autópsias realizadas nos corpos após o acidente.

"As autópsias praticadas no Brasil são da responsabilidade das autoridades brasileiras. Franceses foram associados ao processo, mas o médico investigador do BEA não foi autorizado a participar das autópsias", explicou.

"Não estou satisfeito", ressaltou, ao ser questionado sobre esta ausência do médico do BEA.

Cinco dias após o acidente, o BEA fora o primeiro a destacar uma "incoerência" nas medições de velocidade fornecidas pelos sensores Pitot do AF 447. No entanto, ressaltou em seguida que nenhuma ligação ainda tinha sido estabelecida entre estas peças e o acidente.

"O objetivo é entender o que aconteceu", frisou o BEA nesta quarta-feira.

"Estamos fazendo todo o possível, e é muito difícil", destacou Arslanian. "Tudo está sendo feito para recuperar tanto os corpos como as caixas-pretas", garantiu.

"Já é praticamente certo que o avião não será totalmente recuperado", frisou, enquanto a busca pelos destroços do A330 e as caixas pretas continuava no Atlântico.

Criticadas pelos sindicatos, as sondas Pitot de todos os aviões A330 e A340 da Air France foram substituídas.

"No fim da investigação, poderemos eventualmente determinar se esta medida foi necessária ou não. Estamos diante de um problema complexo, não sabemos tudo", declarou Arslanian.

Na véspera, durante o Salão da Aeronáutica de Le Bourget, os dirigentes da Airbus se recusaram a especular sobre as causas do acidente, o primeiro de um A330. A companhia europeia reiterou que a segurança é sua "prioridade número um".

A queda do A330 da Air France do dia 1º de junho deixou 228 mortos.

Até o momento, foram localizados 50 corpos nas operações de busca em uma área de 19.000 km2.

O BEA é o único organismo na França que realiza as investigações técnicas para determinar as causas do acidente com um avião.

clp/yw/fp

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