La Paz, 4 mai (EFE).- Testemunhas da suposta trama de terrorismo separatista investigada na Bolívia implicaram no plano o governador regional de Santa Cruz, leste, o opositor Rubén Costas, e o empresário Branko Marinkovic, líder autonomista dessa região, informou hoje uma fonte judicial.

O promotor Marcelo Sosa disse à imprensa que as declarações de várias testemunhas, entre elas uma cuja identidade é mantida em sigilo, e de outro detido por envolvimento no caso apontam Costas e Marinkovic como alguns dos idealizadores da suposta trama.

Sosa afirmou que, segundo uma das testemunhas, Marinkovic esteve presente em reuniões do suposto grupo terrorista desarticulado em Santa Cruz em abril e chegou a entregar US$ 200 mil para a compra de armas.

Além disso, cita o testemunho de alguém que afirma ter falado por telefone com Costas, a quem acusa de ter oferecido uma casa para "terminar o que estava começando, em referência a uma série de atentados".

Em 16 de abril, a Polícia boliviana matou a tiros em um hotel de Santa Cruz três supostos mercenários estrangeiros em uma operação antiterrorista na qual foram detidos outros dois homens.

Segundo as investigações da Promotoria, o grupo supostamente pretendia assassinar o presidente Evo Morales, organizar milícias de resistência em Santa Cruz e, posteriormente, conseguir a secessão territorial. EFE az/db

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