Investigação da morte de Diana já custou pelo menos US$ 25 milhões

Londres, 15 abr (EFE).- Os custos da investigação judicial britânica sobre a morte da princesa Diana já chegam a 12,5 milhões de libras (US$ 25 milhões), segundo números oficiais divulgados hoje no Reino Unido e que ainda podem aumentar.

EFE |

No montante não está incluído o custo das últimas sessões da investigação, concluída no dia 7, e que já supera amplamente os 10 milhões de libras (US$ 20 milhões) previstos inicialmente.

A maior parte da conta, que será paga pelo contribuinte britânico, corresponde à Polícia Metropolitana de Londres, que gastou um total de oito milhões de libras (US$ 16 milhões).

O valor total não inclui as despesas judiciais do Ministério de Assuntos Exteriores e do MI6 (serviço de espionagem exterior do Reino Unido) - representados legalmente na investigação -, que podem aumentar os custos em 250 mil libras (US$ 400 mil).

Cerca de 250 testemunhas foram ouvidas na investigação judicial, realizada no Tribunal Superior de Londres e que durou mais de 90 dias.

Um júri popular britânico culpou hoje Henri Paul - motorista do carro em que estavam Diana e seu namorado Dodi al-Fayed - e os paparazzi que os perseguiam pela morte do casal em 31 de agosto de 1997 em Paris.

O júri concluiu que a tragédia foi um homicídio por imprudência do motorista, que dirigia bêbado, e dos fotógrafos perseguidores.

O veredicto também jogou por terra a teoria que atribuía o acidente a uma conspiração, versão defendida pelo milionário egípcio Mohamed al-Fayed, pai de Dodi, que acabou acatando a decisão do júri.

Diana, Dodi al-Fayed e Henri Paul morreram na colisão do Mercedes em que viajavam em grande velocidade contra uma coluna do túnel sob a ponte D'Alma, em Paris, quando eram perseguidos por vários paparazzi.

Segundo uma pesquisa de opinião divulgada na semana passada pela emissora pública britânica "BBC", 78% dos entrevistados consideraram um desperdício o dinheiro usado na investigação.

Para 19% dos entrevistados, a investigação só teria valido a pena se tivesse sido descoberta a verdade do fato. EFE pa/ev/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG