Investigação confirma que Israel atacou instalações da ONU em Gaza

Nações Unidas, 5 mai (EFE).- A ONU considerou Israel responsável por sete ataques contra escolas e instalações da entidade durante a ofensiva militar israelense contra a Faixa de Gaza, nos quais o país usou fósforo branco e causou danos superiores a US$ 10 milhões, segundo um relatório de uma comissão do organismo divulgado hoje.

EFE |

"A comissão considerou que o Governo de Israel é responsável pelos mortos e feridos dentro das instalações das Nações Unidas, assim como pelos danos físicos causados às instalações e propriedades da ONU neste incidente", afirma o documento.

O grupo nomeado em fevereiro pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, investigou nove incidentes ocorridos entre dezembro e janeiro passados nos quais funcionários ou propriedades da ONU foram atacados, matando cerca de 50 pessoas.

Os quatro membros da comissão concluíram que o Exército israelense foi o autor dos bombardeios contra três escolas e uma clínica da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA, em inglês), assim como a sede desta organização em Gaza.

O quarteto também responsabiliza soldados israelenses pelos disparos que atingiram um comboio com ajuda humanitária dessa mesma agência, assim como pela destruição do escritório no território palestino do enviado especial da ONU para o Oriente Médio.

Quanto aos outros dois incidentes, a comissão não pode determinar de onde partiu o fogo em um deles e, no outro, o bombardeio de um armazém do Programa Mundial de Alimentos (PMA) foi atribuído a um foguete do movimento radical islâmico Hamas.

A comissão liderada pelo ex-presidente da Anistia Internacional Ian Martin alertou que não pode esclarecer todas as circunstâncias relacionadas a estes incidentes, em particular o bombardeio de 6 de janeiro sobre as imediações de uma escola de UNRWA, no qual mais de 40 pessoas morreram.

Mesmo assim, Martin pediu que seja investigada a possível violação do direito internacional devido ao uso de projéteis com fósforo branco em zonas povoadas, os quais garante terem sido usados em dois dos bombardeios de instalações das Nações Unidas.

Ban assegurou em entrevista coletiva que tem a intenção de pedir indenizações ao Governo israelense pelos mais de US$ 10 milhões em danos causados pelos projéteis de seu Exército às instalações da ONU.

A ofensiva contra o Hamas realizada pelo Exército israelense entre 27 de dezembro de 2008 e 17 de janeiro de 2009 matou 1.400 palestinos e deixou cinco mil feridos.

Os foguetes lançados por milicianos palestinos a partir da Faixa de Gaza contra cidades israelenses feriram 13 civis. EFE jju/bba

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG