Investigação aponta que caminhonete-bomba do ETA tinha 200 kg de explosivos

Madri, 29 jul (EFE).- A caminhonete-bomba que explodiu nesta madrugada ao lado do quartel-residência da Guarda Civil espanhola, na cidade de Burgos, no norte da Espanha, atribuída ao grupo terrorista ETA, estava carregada com pelo menos 200 quilos de explosivos, informaram fontes da investigação à Agência Efe.

EFE |

Mais de 60 pessoas tiveram ferimentos leves por causa da explosão, que aconteceu por volta das 04h (23h, no horário de Brasília).

As fontes consideram que foi "um autêntico milagre" que a explosão não tenha feito vítimas fatais entre os familiares dos agentes que dormiam em suas casas quando a caminhonete-bomba explodiu.

Duas pessoas continuam internadas no Hospital Geral Yagüe de Burgos, uma com traumatismo craneoencefálico e outra com uma forte crise de ansiedade, informaram fontes do Serviço de Saúde do Governo regional de Castela e Leão.

A maioria dos ferimentos foi causada por cacos de vidros e entre os feridos estão várias mulheres grávidas e pelo menos seis crianças.

A explosão, que deixou um enorme buraco de sete por dois metros, causou danos em sete dos 14 andares das dependências do quartel-residência da Guarda Civil em Burgos, cidade próxima ao País Basco.

Por enquanto não se sabe a composição exata do material explosivo, embora as autoridades estejam considerando a possibilidade de que possa tratar-se de amonitol, um explosivo de efeito devastador utilizado pelo ETA em pelo menos quatro ocasiões, desde 2008.

O grupo começou a experimentar este novo explosivo no final de 2007, depois do roubo de 2 mil litros de nitrometano na França, em outubro daquele ano. EFE nac-doc/pd

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