Investigação alemã não estabelece se Kurnaz foi torturado em Guantánamo

Berlim, 18 set (EFE).- A comissão de investigação do Bundestag (Parlamento alemão), encarregada de analisar o caso de supostas torturas contra Murat Kurnaz por dois soldados de elite alemães no Afeganistão, concluiu hoje seus trabalhos, após quase dois anos, sem concluir se houve ou não maus-tratos.

EFE |

O presidente da comissão, Karl Lamers, afirmou que em todo este tempo não foi possível encontrar provas que possam demonstrar ou desmentir as acusações de tortura de Kurnaz, que tem nacionalidade alemã e turca.

Depois do suposto caso de tortura, Kurnaz passou quatro anos detido na base americana de Guantánamo, em Cuba.

Kurnaz afirma que foi agredido e pisoteado por dois membros dos comandos especiais do Exército Federal (KSK) quando se encontrava em um acampamento de prisioneiros das forças ocidentais em janeiro de 2002 no Afeganistão.

Lamers assinalou que, apesar de o testemunho de Kurnaz ter sido "crível" o tempo todo, a comissão não encontrou qualquer prova conclusiva que demonstre suas acusações contra os dois militares.

A comissão redigiu um relatório final de 470 páginas e conclui após 24 reuniões seu trabalho, após ouvir 49 testemunhas.

Murat Kurnaz foi detido no final de 2001 no Paquistão, e em seguida foi enviado ao Afeganistão e a Guantánamo, onde ficou preso por quatro anos, até ser libertado em agosto de 2006. EFE ira/mh

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