Investidores invadem bolsa de valores no Paquistão

Investidores do Paquistão invadiram a Bolsa de Valores da cidade de Karachi, em protesto contra a queda acentuada do preço das ações. Mais de 200 pessoas participaram da manifestação, na principal bolsa de valores do país, que deixou várias janelas quebradas e pelo menos duas pessoas feridas.

BBC Brasil |

Os manifestantes exigiram o fechamento temporário da bolsa para evitar novas quedas.

Protestos semelhantes, porém menores, também ocorreram em Islamabad e Lahore, onde manifestantes queimaram pneus perto das bolsas locais.

Os manifestantes, em sua maioria pequenos investidores, se reuniram no salão principal da Bolsa de Valores de Karachi e foram surpreendidos pela queda nos preços das ações pelo 14º dia seguido.

Por volta do meio-dia (02h00, horário de Brasília) desta quinta-feira, o valor das ações na bolsa de Karachi tinha caído mais de 4%. A bolsa de Karachi registrou queda de 14% desde segunda-feira e, nesta semana, atingiu o índice mais baixo dos últimos 18 meses.

O valor da rúpia paquistanesa caiu 1,3% na quinta-feira, continuando a tendência de queda que fez com que a moeda perdesse 16,9% de seu valor frente ao dólar apenas em 2008.

Os investidores exigiam a suspensão temporária das operações. Quando a suspensão foi negada, alguns começaram a destruir o local, quebrando janelas e luzes até serem dispersados pela polícia.

Fundo de estabilização
Segundo o repórter da BBC Rodney Smith os investidores exigem que o governo leve adiante a proposta de criação de um fundo de estabilização do mercado.

A correspondente da BBC em Islamabad, Barbara Plett, afirmou que as quedas nas bolsas paquistanesas se deve a incertezas sobre a capacidade do novo governo de enfrentar os principais desafios econômicos do país, como a inflação galopante e os déficits comercial e orçamentário.

As autoridades herdaram a maior parte dos problemas do governo anterior. Um problema que, segundo Plett, deriva da alta dos preços do petróleo e dos alimentos em mercados internacionais.

Também existe grande preocupação com as disputas internas entre os partidos que compõem o novo governo de coalizão, e com a crescente pressão dos Estados Unidos para que as autoridades enfrentem os militantes islâmicos no país.

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