Uma pesquisa feita entre membros de uma associação americana de investidores estrangeiros em imóveis indica o Brasil como o segundo destino mais atraente para seus investimentos em 2009.

Segundo a pesquisa da Associação de Investidores Estrangeiros em Imóveis (Afire, na sigla em inglês), 16% dos seus membros consideram o Brasil como o país que oferece a melhor oportunidade para apreciação de capital.

O Brasil subiu dez postos no ranking em relação à mesma pesquisa realizada no ano anterior, desbancando a China do segundo posto de mercado mais atraente para os investimentos em imóveis.

Com a crise de crédito que derrubou os preços dos imóveis, os Estados Unidos permanecem como o destino prioritário dos investimentos estrangeiros em imóveis, com 37% das preferências dos membros da Afire.

A Grã-Bretanha, outro país cujo mercado imobiliário vem sofrendo com a crise econômica, pulou do nono para o quarto lugar na preferência dos investidores.

A Índia, que no ano passado era o terceiro destino preferencial dos investimentos em imóveis, caiu para quinto neste ano.

Financiamento em alta

A 17ª pesquisa anual da Afire também indica uma predisposição maior de financiadores e investidores por um aumento nos investimentos neste ano em relação a 2008.

Segundo o levantamento, agências de crédito hipotecário dizem planejar um aumento de 54% na concessão de crédito global e de 58% no crédito nos Estados Unidos.

Os investidores em ativos planejam aumentar sua atividade em 40% globalmente e em 73% nos Estados Unidos.

O levantamento foi feito no último quadrimestre de 2008 entre 200 membros da associação. Segundo a Afire, os investidores consultados no levantamento detêm cerca de US$ 1 trilhão em suas carteiras de investimentos em imóveis.

Segundo o presidente da Afire, C. Maclaine Kenan, os membros da associação adotaram uma postura mais cautelosa no ano passado, por conta das dúvidas em relação à economia e sobre o valor real dos imóveis.

"Ao esperar fundamentos mais favoráveis ao investimento em 2009, nossos membros devem agir mais agressivamente para fazer aquisições", afirmou.

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