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Investidores caem em fraude de ex-presidente da Nasdaq

Alguns dos maiores investidores do mundo teriam sido vítimas de uma fraude de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 120 bilhões) aplicada pelo ex-presidente da Nasdaq, Bernard Madoff. O banqueiro de 70 anos foi preso na quinta-feira, um dia depois que teria confessado a pelo menos três empregados que uma de suas empresas, que negociava fundos hedge, era na realidade um esquema de pirâmide.

BBC Brasil |

Entre seus clientes, estariam o banco espanhol Santander e o francês BNP Paribas, além de investidores particulares como o principal dono do time de beisebol New York Mets, Fred Wilpon.

Na sexta-feira, um juiz federal apontou um especialista para supervisionar as contas de clientes e os bens das empresas de Madoff.

Ele foi libertado após pagar uma fiança de US$ 10 milhões (cerca de R$ 24 milhões).

'Últimos milhões'
Madoff fundou a firma de investimentos Bernard L. Madoff Investment Securities em 1960, e mantinha também uma empresa de negociação de fundos hedge.

Segundo a queixa registrada na corte pelo procurador-geral dos Estados Unidos, o banqueiro teria dito a empregados que a empresa - que administrava cerca de US$ 17 bilhões (aproximadamente R$ 40,8 bilhões) - era uma fraude e estava insolvente há anos, em um prejuízo de US$ 50 bilhões.

Há informações de que ele teria confessado sua intenção de se entregar às autoridades, mas só depois de usar seus últimos US$ 200 milhões a US$ 300 milhões (de R$ 480 milhões a R$ 729 milhões) para pagar "alguns empregados, familiares e amigos".

"Ele declarou que estava 'acabado', que não tinha 'absolutamente nada', que 'tudo foi apenas uma grande mentira' e que se tratava 'basicamente de um grande esquema Ponzi'", diz o documento.

O esquema, também conhecido como "pirâmide", consiste em pagar rendimentos a investidores usando o dinheiro aplicado por clientes mais recentes.

Promotores americanos dizem que, se Madoff for condenado, poderá pegar até 20 anos de prisão, além de pagar uma multa de até US$ 5 milhões.

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