Inventor chinês busca fama com submarino de sucata

Por Christina Hu e Mark Chisholm PEQUIM (Reuters) - O inventor amador Tao Xiangli frequentou por dois anos mercados de segunda mão a procura de peças para montar mais do que uma ferramenta recauchutada. Ele construiu em casa um submarino que espera lhe dê projeção e notoriedade.

Reuters |

O chinês, de 34 anos, construiu o submarino depois de fracassar em ganhar fama e fortuna com criações como um lavador e massageador de cabelo e um engraxador automático de sapatos.

O submarino de Tao pesa 800 quilos e mede 6,5 metros de comprimento, com espaço interno para uma pessoa com instrumentos como medidor de pressão, câmeras de monitoramento e suprimento de oxigênio.

Ele ainda instalou faróis e está trabalhando em um periscópio para o submarino, que segundo ele pode mergulhar até 10 metros.

O corpo principal da invenção é feito simplesmente de cilindros de metal, uma de suas muitas engenhosas economias que o permitiram manter o orçamento total em apenas 4.400 dólares.

"Muitas das partes usadas no submarino foram compradas em mercados de usados. Partes impossíveis de se encontrar em outro lugar estão disponíveis neste mercado. E também é mais barato", explicou.

Mas não foi fácil. A falta de um departamento do governo que crie licenças de submarinos para indivíduos impediu legalmente que Tao usasse sua invenção.

A falta de águas profundas na seca Pequim também não ajuda. Mas deslocar o submarino também não é fácil. Assim, Tao escolheu um reservatório local para realizar os testes.

A vista de um submarino nas águas verdes pega muita gente de surpresa, e multidões de curiosos envolvem o jovem inventor sempre que ele expõe sua invenção.

"Eu acho muito interessante. Não esperava ver um submarino no meio do reservatório", afirmou um homem que se identificou como Qi.

Tao espera que o desafio de construir algo além do alcance de muitos indivíduos irá atrair financiamento de investidores e maior reconhecimento público a seus esforços.

Nascido em uma família rural pobre no leste da província da Anhui, Tao deixou a escola primária depois de menos de 5 anos, quando a família já não podia arcar com a educação.

Agora ele trabalha no turno da noite e um bar de karaokê, o que o deixa com tempo livre para pesquisa e novas invenções.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG