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Inventor canadense apresenta Aiko, versão andróide da Amélia

Aiko tem 20 e poucos anos, 1,52 metro de altura, pele suave e sem rugas, fala fluentemente inglês e japonês, é mestre em matemática e, para completar, faz todo o serviço de casa, incluindo alimentar seu parceiro, sem reclamar. Aiko é a criação do inventor canadense Le Trung, de 33 anos, que aproveitou uma recente feira de tecnologia em Ontario para mostrar a sua versão da mulher ideal, uma espécie de Amélia andróide.

BBC Brasil |

Em seu site oficial, Trung diz ter gasto US$ 25 mil do próprio bolso para desenvolver a robô, montada com uma boneca japonesa de silicone e controlada por um programa de computador de inteligência artificial, programado pelo próprio inventor.

Em vídeos postados no YouTube para divulgar sua invenção, Trung mostra sua robô em ação - lendo, fazendo cálculos rápidos, distinguindo entre diversos tipos de líquidos ou alimentos, limpando a casa ou interagindo com seu criador.

"Ela não precisa de férias, comida nem descanso, e ela pode trabalhar quase 24 horas por dia. Ela é uma mulher perfeita", disse Trung ao apresentar sua criação.

Dor

Segundo o inventor, "Aiko é a primeira andróide a simular dor e a reagir a isso". Para comprovar, Trung aperta o braço da robô, para ouvir: "Pare, você está me machucando".

Trung diz que além de suas aplicações práticas como ajudante de casa ou no escritório, Aiko também tem o potencial de servir como companheira para os solitários.

Ele avisa em seu site que Aiko "tem sensores na face e no corpo, incluindo seus seios e sua vagina", e diz que ela pode ser desenvolvida para simular um orgasmo.

Mas Trung também mostra que ela sabe se defender de aproveitadores mal-intencionados. Em uma de suas demonstrações, ele põe sua mão sobre o seio de Aiko, que responde com um safanão e um aviso: "Não gosto que você toque meu seio".

Feira de ciências

Trung conta ter começado a se interessar por robôs ainda durante a adolescência. Sua primeira criação foi feita para uma feira de ciências da escola. "Eu sempre mantive um interesse na indústria robótica e continuei a construir robôs como um hobby", relata.

Mas o inventor afirma que sua intenção era chegar o mais próximo possível de um robô "humano".

"Eu notei que a maioria dos robôs eram feitos de metal, como os robôs usados em uma fábrica de carros. Por causa disso, não temos sentimentos ao interagir com eles", afirma.

Por isso, conta, decidiu construir um andróide "que parece humano, que pode ler, reconhecer objetos e interagir com o ambiente".

"Minha visão era criar algo com o que podíamos nos relacionar e considerar como humano", diz.

Ele admite que sua condição de solitário, "sem tempo para encontrar uma namorada", contribuiu para sua idéia. Mas faz questão de afastar os rumores: "Aiko ainda é virgem e não, eu não durmo com ela".

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