Invasor é baleado na casa de cartunista dinamarquês

A polícia dinamarquesa atirou e feriu um homem neste sábado na casa de Kurt Westergaard, o cartunista cujo desenho do profeta Maomé causou enormes protestos entre a comunidade muçulmana. Westergaard estava em casa na cidade de Aarhus quando um homem invadiu o local, armado com uma faca.

BBC Brasil |

Autoridades dinamarquesas disseram que o invasor é um somali de 28 anos ligado à milícia radical islâmica al-Shanab.

AP
O cartunista Kurt Westergaard


O homem teria gritado em inglês precário que queria matar Westergaard. O cartunista então pegou sua neta de cinco anos de idade e correu para um quarto especialmente designado para situações de emergência, onde acionou um alarme.

Westergaard disse ao jornal dinamarquês Jyllands Posten que estava chocado que sua neta presenciou o ataque. Ele foi levado para um local seguro, mas disse que voltará para casa, segundo o jornal.

O chefe do serviço de inteligência do país, Jakob Scharf, disse que o ataque foi "relacionado ao terror" e que o suspeito invasor já estava sob vigilância por atividades não relacionadas ao cartunista.

Ele foi baleado no joelho e no ombro após ameaçar os policiais que tentavam prendê-lo, mas não corre risco de morte, segundo a polícia.

Caricatura
A caricatura de Maomé foi publicada pelo Jyllands Posten em 2005, gerando violentos protestos no ano seguinte.

Uma das 12 caricaturas da série mostra o profeta com uma bomba em seu turbante.

Em 2006, o jornal pediu desculpas pelos desenhos, mas outros veículos europeus republicaram a série.

Embaixadas dinamarquesas foram atacadas por muçulmanos em várias partes do mundo e dezenas de pessoas morreram em manifestações.

Westergaard chegou a se esconder em meio a ameaças contra sua vida, mas voltou a aparecer no ano passado dizendo que gostaria de levar uma vida o mais normal possível.

A segurança da casa dele foi reforçada e o cartunista está sob proteção policial.

O correspondente da BBC, Malcolm Brabant, que entrevistou Westergaard quando ele voltou a público, disse que o incidente levantará questões sobre as medidas de segurança do serviço secreto dinamarquês para proteger o cartunista.

Militantes islâmicos ofereceram uma recompensa de U$ 1 milhão pela cabeça de Westergaard.

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