Invasor da Discovery Channel está morto, diz polícia

Polícia disparou contra ambientalista contrário à programação de meio ambiente de emissora; três reféns escaparam em segurança

iG São Paulo |

AP
Foto de 14/02/2008 mostra James J. Lee, suspeito de invadir sede da Discovery Channel, durante protesto em frente à sede da emissora em Silver Spring, Maryland
A polícia disparou e matou um homem irritado com a programação de meio ambiente da Discovery Channel que invadiu nesta quarta-feira a sede da emissora em Silver Spring, Maryland.

O homem, identificado como James Lee, fez dois empregados e um funcionário de segurança reféns, disseram autoridades. Os três escaparam com segurança.

A polícia passou várias horas negociando com o atirador, depois que ele entrou no local pela entrada principal às 13 horas locais (14 horas em Brasília), portando uma arma e vestindo um disposito metálico atado a seu peito e costas.

O chefe da polícia do Condado de Montgomery, Thomas Manger, disse que pelo menos um explosivo foi detonado quando o homem foi atingido.

A polícia agora investiga se duas caixas e duas mochilas que o homem também levava continham explosivos. Os 1,9 mil funcionários do local conseguiram deixar o prédio em segurança.

Manger disse que Lee estava sendo monitorado através das câmeras de segurança do prédio, com os oficiais das forças táticas realizando os disparos quando viram que ele apontou sua arma para um dos reféns.

Há informações de que Lee previamente protestou do lado de fora do prédio. De acordo com uma história no The Gazette, que cobre o Condado de Montgomery, Lee foi preso em 2008 depois de jogar dólares no ar do lado de fora da sede da Discovery.

Lee disse ter planejado o protesto porque a programação da Discovery tinha pouca intenção de salvar o planeta. Ele disse ser de San Diego, Califórnia, embora tenha dado um endereço de um abrigo para sem-teto.

Pagamento a sem-teto

Segundo a polícia, ele pagou desabrigados para participar de seu protesto e carregar cartazes do lado de fora do prédio. Ele deu a uma pessoa US$ 1 mil pelo que considerou um prêmio por um ensaio. Em determinado momento, uma multidão de mais de 100 pessoas se aglomerou ao redor de Lee, de 43 anos, que se referiu ao dinheiro como apenas lixo e começou a jogar maços para o ar.

No julgamento, ele disse que começou a trabalhar para salvar o planeta depois de ter sido demitido de seu emprego em San Diego. Suas inspirações seriam o livro "Ishmael," do ambientalista Daniel Quinn, e o documentário "Uma Verdade Inconveniente", do ex-vice-presidente dos EUA Al Gore.

AP
Policial afasta de área perto de prédio da Discovery Channel, que foi invadido por homem armado
Um amplo manifesto divulgado em um site registrado em nome de Lee expressou raiva contra a Discovery Channel, dizendo que a emissora promove a superpopulação . Ele disse que a emissora e suas afiliadas deveriam parar de "encorajar o nascimento de mais crianças humanas parasitas". Em vez disso, afirmou, a rede deveria transmitir "programas encorajando a esterilização humana e a infertilidade". "CHEGA DE BEBÊS! O crescimento populacional é uma crise real", escreveu.

Depois da prisão de Lee em 2008, um juiz ordenou que ele fosse avaliado por um médico, mas os registros judiciais não indicaram os resultados. Lee foi condenado por uma júri e ficou duas semanas preso. Ele também recebeu a ordem de manter 150 metros de distância da sede da Discovery.

A Discovery Communications disse que tem mais de 1,5 bilhão de assinantes em mais de 180 países com seus canais Discovery Channel, TLC, Animal Planet, Science Channel e Planet Green.

*Com AP

    Leia tudo sobre: suspeitoinvasãoexplosivoseuadiscovery channel

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG