Invasão ao Iraque completa 7 anos com país à espera de resultados eleitorais

Bagdá, 20 mar (EFE).- O Iraque encara hoje os sete anos da invasão liderada pelos Estados Unidos aguardando o resultado definitivo das eleições legislativas do último dia 7.

EFE |

Em 20 de março de 2003, às 3h35 (20h35 de Brasília), os americanos lançaram seus primeiros mísseis contra uma fazenda do sul de Bagdá. O local, segundo os militares, serviria de esconderijo para Saddam Hussein, o então presidente do país.

"Nestes últimos sete anos, o Iraque viveu uma fragilidade que nos custou um alto preço: o sangue do povo iraquiano", disse à Agência Efe o trabalhador Abdala Khalifa, que tem 48 anos e vive na capital.

Como ele, muitos iraquianos apostam no futuro e no processo de reconciliação nacional, que livraria o país de vários anos de guerra e confrontos sectários.

À Efe, Khalifa revelou que um de seus maiores desejos é que, neste ano, "ocorram mudanças que normalizem a situação e apaguem da lembrança as tragédias passadas".

Até hoje, este trabalhador se recorda dos dramáticos momentos que viveu no dia em que começou a ocupação estrangeira, que já dura sete anos e, até pouco atrás, manteve o país mergulhado em uma onda de violência.

"Foi um dia negro. As pessoas, com medo de morrerem, começaram a deixar suas casas e a fugir para várias regiões fora da capital.

Ainda não despertamos do trauma que sofremos ao ver a grande destruição", contou.

Ele também se lembra que, antes da invasão anglo-americana, o clima no país era de tranquilidade" e "os laços entre os iraquianos, bem melhores que na atualidade".

Já o servidor público Yamil al-Menchadi, que vive em Basra (sul) e está de visita a Bagdá, adoraria ver a cidade livre dos blocos de concreto armado. Para ele, essas barreiras reavivam na memória "os piores momentos" de violência e atentados.

O funcionário, que quando chegou à capital se surpreendeu com o fato de não haver mais patrulhas americanas nas ruas, também gostaria de não encontrar "nenhum" soldado dos EUA ou de outro país no Iraque depois de 2011, conforme estipulado no acordo de segurança assinado entre as autoridades iraquianas e americanas.

Como o resto da população, Menchadi espera ainda que os políticos do país sejam capazes de aproveitar a receita gerada pela exploração do petróleo para melhorar as condições de vida do povo iraquiano.

"O Iraque poderia se juntar aos países desenvolvidos se a administração do dinheiro proveniente das exportações de petróleo melhorasse e se a corrupção que atinge o país fosse eliminada", afirmou à Efe. EFE am/sc

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