Inundações destroem ponte e derrubam vagões de passageiros em rio na China

Desde o início das chuvas de monções, em maio, inundações e deslizamentos deixaram mais de 3,4 mil mortos e desaparecidos na China

EFE |

AFP
Carro fica a ponto de cair de ponte que desabou por enchentes em Huaiyuan, na Província de Sichuan, no sudoeste da China
Inundações na Província de Sichuan, no sudoeste da China, destruíram nesta quinta-feira uma ponte e arrastaram dois vagões de um trem de passageiros que a atravessava no momento do incidente, informou a agência oficial "Xinhua".

O acidente aconteceu às 15h20 locais (4h20 em Brasília) perto da localidade de Guangshan, quando as cheias em um rio local destruíram dois pilares da ponte e arrastaram os vagões por mais de 200 metros na água.

Não se sabe, por enquanto, o número de viajantes que estavam nos dois vagões e se há mortos, enquanto equipes de bombeiros trabalham para tentar salvar os passageiros. O trem viajava da cidade de Xian, capital da Província de Shaanxi, no centro do país, à de Kunming, principal localidade da Província de Yunnan, no sudoeste.

Deslizamentos de terra

A imprensa chinesa confirmou nesta quinta-feira que pelo menos uma pessoa morreu e outras 90 estão desaparecidas após um deslizamento de terra em uma localidade da Província de Yunnan , que se somam aos 1.287 mortos e 457 desaparecidos após o desmoronamento há duas semanas no condado de Zhouqu, na Província de Gansu .

Em Yunnan, enquanto as equipes de resgate trabalham na busca dos desaparecidos, mais de mil pessoas foram levadas para lugares seguros, declarou o Ministério de Assuntos Civis da China. A maioria dos desaparecidos no deslizamento, que aconteceu na quarta-feira, são empregados de uma mina de ferro na localidade de Puladi , no distrito autônomo de Gongshan.

Segundo o porta-voz da equipe de salvamento, "pelo menos dez caminhões carregados com minério de ferro e 21 casas ficaram soterradas". Na mesma localidade, outro deslizamento de terras, em 26 de junho, deixou 11 mortos nas obras de construção de uma central hidroelétrica.

As previsões meteorológicas indicam que as chuvas continuarão na região durante os próximos dois dias. As autoridades advertiram para o risco de possíveis desastres geológicos em Pequim por conta das chuvas nas zonas montanhosas que rodeiam a cidade.

AP
Equipes de resgate carregam corpo de vítima de deslizamento de terra no condado de Gongshan, na Província de Yunnan, na China
Até sábado as chuvas podem causar deslizamentos nos distritos de Fangshan, Huairou e Pinggu e no condado de Miyun, todos eles nos subúrbios da capital chinesa. Os especialistas afirmam que Pequim é uma das cidades propensas a desastres geológicos no país, e em julho já havia 597 zonas da cidade em alerta.

O país asiático vive sua pior temporada de inundações em 12 anos, com mais de 3,4 mil mortos e desaparecidos desde maio. Os danos e o número de vítimas são comparáveis aos produzidos pelas cheias dos rios Yang Tsé e Songhua em 1998, quando houve mais de 4 mil mortes e 140 milhões de pessoas foram deslocadas, nas piores inundações das últimas décadas.

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