Inundações deixam ao menos 13 mortos na Ucrânia

Kiev, 27 jul (EFE).- Pelo menos 13 pessoas morreram e milhares tiveram que ser evacuadas no oeste da Ucrânia, onde as fortes chuvas que acompanham o ciclone balcânico provocaram as piores inundações em um século.

EFE |

"A situação é gravíssima. A Ucrânia não viu nada parecido nos últimos cem anos", declarou à imprensa o primeiro vice-primeiro-ministro do país, Aleksandr Turchinov, na região de Ivano-Frankivsk, uma das cinco já atingidas pelas inundações.

O presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, viajou hoje com urgência às zonas afetadas, para onde também seguiu a primeira-ministra Yulia Timoshenko, apesar de estar doente, segundo porta-vozes oficiais.

Segundo o Ministério de Situações de Emergência, 13 pessoas morreram nos últimos dias nas regiões afetadas pelo ciclone, incluindo cinco crianças, enquanto outros dois habitantes estão desaparecidos.

Equipes de resgate evacuaram sete mil pessoas, mil delas por helicópteros e botes, das cidades e aldeias margeadas pelas águas do rio Dniester, que transbordou por causa das chuvas, dos fortes ventos e da neve derretida nos montes Cárpatos.

Segundo Turchinov, as águas inundaram mais de 21 mil casas e 20 mil hectares de plantações. Além disso, destruíram 2.020 quilômetros de estradas e mais de cem pontes.

Somente na região de Ivano-Frankivsk, as inundações acabaram com 75% da colheita, segundo a agência "Unian".

Em alguns setores do rio Dniester, as águas subiram mais de sete metros e também encheram o reservatório local, colocando em perigo as obras de construção de uma hidroelétrica.

Turchinov afirmou que os fundos previstos no orçamento para contornar as conseqüências dos desastres naturais serão "insuficientes", por isso o Governo deverá definir com urgência verbas o adicionais. EFE bk/rb/sc

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