Inundações deixam 600 mil desabrigados no oeste da África

DACAR - Ao menos 600 mil pessoas tiveram que deixar suas casas em vários países do oeste da África por causa das inundações que, desde julho, atingem a região e que já deixaram 160 mortos.

EFE |

Segundo o escritório de coordenação de assuntos humanitárias das Nações Unidas (Ocha), quase todos os países do oeste da África estão sendo afetados pelas inundações, que arrasaram um número ainda indeterminado de casas em Burkina Fasso, Níger, Mali e Senegal.

Pelo menos 33 pessoas morreram em Burkina Fasso desde agosto, enquanto no norte do Benin 80% das terras cultivadas ficaram alagadas, segundo números do Ocha.

No Níger, sete pessoas morreram por causa das enchentes que afetaram outras 57 mil. As fortes chuvas registradas no país destruíram colheitas e provisões, despertando temores de crise de fome e outros problemas entre os nigerinos.

No Senegal, o norte e o centro foram as áreas mais atingidas pelas inundações, que deixaram cinco mortos e tiraram de suas casas milhares de famílias.

Em vários bairros dos arredores da capital, Dacar, as povoações afetadas foram hospedadas provisoriamente em centros de apoio.

As inundações atingiram também Serra Leoa, onde as vítimas chegam a 103.

Já a Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV) anunciou, nesta quarta-feira, um fundo de emergência de 657.599 euros para um programa de ajuda aos desabrigados em todos os países de África Ocidental.

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) estima que serão necessários US$ 12 milhões para ajudar as comunidades agrícolas do centro e do oeste da África.

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