Inundações causam 3 mortes e mais de 3,6 mil desabrigados na Argentina

Buenos Aires, 28 dez (EFE).- Três pessoas morreram e mais de 3,6 mil foram retiradas de suas casas no norte da província de Buenos Aires por causa das inundações que danificaram parte do patrimônio histórico da região, informaram hoje fontes oficiais.

EFE |

Na cidade de San Antonio de Areco, chamada de "berço do gaúcho argentino", distante cerca de 120 quilômetros da capital do país, uma adolescente de 14 anos morreu afogada e 3 mil pessoas tiveram de abandonar as casas pelas fortes chuvas e o aumento do rio que corta a cidade, conforme o governador, Daniel Scioli.

A jovem estava desaparecida desde a sexta-feira, quando o rio San Antonio de Areco já havia aumentado o nível da região.

Em Pergamino, uma criança de 10 anos e uma jovem de 19 foram arrastadas pelo rio e morreram e diversas famílias foram removidas.

Na cidade de Salto, outras 300 pessoas tiveram de deixar suas casas.

A água danificou boa parte dos móveis e documentos do histórico Museu Ricardo Güiraldes de Carmen de Areco, que deu à cidade a personalidade de máximo símbolo da tradição gauchesca, onde membros da Defesa Civil tiveram de entrar de canoa para tentar salvar objetos do século 19.

O Serviço Meteorológico Nacional declarou hoje alerta na região norte, centro e sudeste da maior província do país.

O Governo portenho apresentará hoje uma denúncia judicial para investigar se as inundações de Carmen de Areco foram causadas pelos produtores rurais que, segundo Scioli, construíram canais sem permissão oficial que levaram o rio a transbordar.

O ministro argentino de Planejamento, Julio de Vido, disse inclusive que existem 30 mil canais ilegais na região.

Entidades agropecuárias negaram ter construído canais ilegais e afirmam que as inundações são consequências de falhas nas obras hidráulicas para conter a água. EFE ms/dm

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