Inundações ainda ameaçam centro dos EUA; Bush visita área atingida

WASHINGTON - As piores inundações a atingirem o centro dos Estados Unidos nos últimos 15 anos começaram a perder intensidade no norte, mas continuam ameaçando o leito do rio Mississipi em sua passagem pelos estados de Illinois e Missouri.

Redação com agências internacionais |

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O presidente do país, George W. Bush, iniciou hoje uma visita à região, algo que o candidato republicano à Casa Branca, John McCain, também decidiu fazer e que o democrata Barck Obama, antecipando-se a todos, fez no começo da semana.

Segundo informações, mais de 24 pessoas já morreram e cerca de 150 ficaram feridas por causa das cheias desde maio. Outras 40 mil pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas.

No entanto, nos últimos dias, a falta de chuvas permitiu que o nível das águas baixasse em Iowa, parte de Illinois, Wisconsin e Indiana, estados mais ao norte e nos quais começaram as inundações.

Aproveitando a estiagem, as autoridades começaram a avaliar os prejuízos, que podem chegar a bilhões de dólares.

Para os próximos dias, o Serviço Meteorológico prevê apenas chuvas isoladas na região. Mas, se ao norte as águas começam a recuar, mais ao sul, no Missouri e em parte de Illinois, as ameaças de inundação continuam.

Voluntários ao longo do rio Mississipi se uniram aos trabalhos para, com sacos de areia, conter a água que sobe.

O Corpo de Engenheiros do Exército, que opera as represas e eclusas dos rios americanos, afirma que pelo menos 48 comportas que protegem mais de 115.000 hectares de terras férteis já foram ultrapassadas pelo nível das águas ou correm grande risco de ceder.

A última comporta que cedeu, que protege cerca de 1.620 hectares de parques, fica próxima à confluência entre os rios Mississipi e Missouri, ao norte de Saint Louis, no estado do estado de Missouri.

Os habitantes da cidade de Winfield (Missouri) foram obrigados a deixar a região depois que um dos diques que protegiam a localidade cedeu.

Além disso, um trecho de quase 400 quilômetros ao longo do rio Mississipi está fechado ao tráfego de navios.

Fundo de ajuda

O saldo de 4 bilhões de dólares do fundo para desastres do governo federal dos Estados Unidos deve ser 'mais do que o suficiente' para enfrentar as enchentes ocorridas no Meio-Oeste, afirmou a Casa Branca na quinta-feira.

O custo das enchentes em todo o cinturão do milho norte-americano deve ser sentido pelos consumidores do mundo todo na forma de preços mais altos para os grãos e a carne, previram analistas.

'Sei que muitos fazendeiros e pecuaristas estão aflitos neste momento', afirmou Bush, em um centro de emergência de Cedar Rapids, uma das cidades mais atingidas pelos alagamentos desta semana. 'Este é um momento difícil para mim', disse, antes de sair de helicóptero para inspecionar as áreas atingidas ao lado do governador de Iowa, Chet Culver.

Durante sua visita a Cedar Rapids com Bush, o chefe da Agência Federal de Administração de Emergências (Fema na sigla em inglês), David Paulison, disse que os 4 bilhões de dólares existentes atualmente no Fundo para Desastres da Fema seriam 'mais do que o suficiente' para ajudar a região.

O diretor para o Orçamento da Casa Branca, Jim Nussle, um ex-congressista de Iowa, afirmou que Bush não pretendia anunciar nenhum envio suplementar de ajuda neste momento, mas que observava o debate na Câmara dos Representantes (deputados) dos EUA sobre um fundo de guerra que incluía 2,65 bilhões de dólares para o enfrentamento de desastres.

Em um sinal da importância política dos Estados do Meio-Oeste, o candidato do Partido Republicano na corrida presidencial, John McCain, visitou Columbus Junction, uma cidade localizada perto de Iowa City, à qual Bush compareceria.

No começo desta semana, o candidato do Partido Democrata à Presidência norte-americana, senador Barack Obama, visitou o Illinois, onde ajudou um grupo que reforçava um dique com sacos de areia.

Prejuízos podem aumentar

Culver disse prever que receberia 2 bilhões de dólares em fundos do governo federal.

No final das contas, os danos provocados pelas enchentes podem superar aqueles deixados pelos alagamentos de 1993, cujos prejuízos somaram 20 bilhões de dólares e que mataram 48 pessoas.

Se isso de fato ocorrer, a região talvez precise de mais ajuda do governo federal, afirmaram moradores dali. 'Talvez seja conveniente que o governo considere gastar 5 bilhões ou 6 bilhões de dólares a menos com as guerras no exterior a fim de investir esse dinheiro em esforços para ajudar as pessoas daqui', disse Dave Spitaleri, proprietário do Railsplitter Inn, em Hull (Illinois), às margens do rio Mississippi.

Os fundos do governo federal devem garantir principalmente o conserto ou a substituição de estradas e linhas de trem, além do reparo de empresas e casas inundadas pelas águas quando se tratar de instalações sem seguro.

A Union Pacific, maior ferrovia dos EUA, disse na quinta-feira que havia reaberto a linha leste-oeste que atravessa Iowa, permitindo um volume limitado de tráfego por ela.

Algumas eclusas do rio Mississippi voltaram a funcionar, mas a maior parte dessa importante hidrovia de 386 quilômetros continua fechada, impedindo o tráfego de um grande número de barcaças.

A ausência de chuva durante um par de dias permitiu que alguns rios e riachos retrocedessem em Iowa, Illinois, Wisconsin e Indiana, revelando uma parte do desastre multibilionário provocado pelas águas.

Prevê-se que tempestades atinjam alguns pontos isolados da região afetada, mas nada semelhante às enxurradas que fizeram cair 0,3 metro de água sobre áreas do Meio-Oeste no começo deste mês.

(*Com informações das agências EFE e Reuters)

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