Inúmeros mamíferos correm perigo no Mediterrâneo

Inúmeras espécies de mamíferos mediterrâneos estão ameaçadas e algums como o lince ibérico ou a foca negra estão em perigo crítico de extinção, segundo relatório publicado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

AFP |

"O futuro é sombrio para os mamíferos da região mediterrânea, onde uma espécie em cada seis está ameaçada de extinção na região", afirma o estudo, que analisa a conservação de 320 mamíferos com exceção de baleias e golfinhos.

Segundo a UICN, a maior e mais antiga organização de meio ambiente do mundo, a ameaça principal para estes mamíferos é a "destruição" de seus habitats causada pela agricultura, a poluição ou a urbanização, ao mesmo tempo em que também se veem afetados pela caça e as espécies invasoras.

"É urgente realizar ações para proteger estes ecossistemas e não perder a rica biodiversidade desta região", alerta a UICN, que nos últimos meses denuncia o desaparecimento de mamíferos no mundo.

No âmbito mediterrâneo, os grandes herbívoros como os cervídeos, os coelhos e as lebre estão particularmente ameaçados, informa ainda a UICN.

O estudo da UICN, elaborado por mais de 250 especialistas de países da região, assegura que os roedores, musaranhos, porcos-espinhos e topeiras cada vez mais têm dificuldade de sobreviver.

Além disso, há concentrações particularmente elevadas de espécies ameaçadas nas montanhas da Turquia ou no noroeste africano.

"Das 320 espécies alvo do estudo, 3% estão em perigo crítico de extinção, 5% estão em perigo e 8% são vulneráveis", segundo a UICN.

"É preciso restaurar os habitats e as cadeias alimentares, animar a população a aceitar os grandes predadores, melhorar a gestão das protegidas e aplicar melhor a legislação sobre a caça", segundo Helen Temple, co-autora do estudo.

gg/cn

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