Introdução da pílula do dia seguinte na Itália causa polêmica

Roma, 15 dez (EFE) - A introdução na Itália da pílula Ru 486 para o aborto que, em breve, estará nos hospitais italianos, gerou uma forte polêmica na sociedade cristã do país, após o Vaticano rejeitar o documento Dignitatis Personae. Para a associação Ciência e Vida, a pílula do dia seguinte, é o último elo de uma série de formas de banalizar o aborto, iniciado há 30 anos e que agora chega a seu ponto mais alto. O uso prático da química é, essencialmente, pela suposta facilidade de tomar a pílula, a culminação da privatização do aborto, assegura. A Associação acrescenta que a figura do médico é cada vez menos decisiva para a proteção da vida do feto e que a Ru 486 põe agora toda a responsabilidade na mulher de tomar a pílula sozinha e esperar seus efeitos. A Ciência e Vida explica que a Ru 486 mata o embrião no ventre da mãe e depois em, 48 horas, há um segundo medicamento, o misoprostol, que induz as contrações e provoca a expulsão do feto. Desde o momento em que toma a pílula, a mulher não sabe quando, onde ou como abortará: cerca de 5% expulsa os embriões entre o primeiro e o segundo remédio. Já 80% elimina o feto dentro das 24 horas do segundo medicamento e de 12% a 15% entre os 15 dias seguintes.

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O resto das mulheres precisará de uma intervenção cirúrgica por aborto incompleto ou porque continua a gravidez, acrescentou.

A Associação lembra que "nem todas as ameaças à vida e à saúde da mulher em relação a Ru 486 foram devidamente avaliadas" e espera que "os responsáveis de saúde pública façam todo o possível para informar a todas as mulheres que fazem uso desta técnica".

A introdução na Itália da pílula do dia seguinte "confirma a indiferença e a superficialidade frente à vida no momento da concepção e além disso não considera o embrião humano como portador de uma pessoa concreta".

A Associação confirma "sua missão pública no sentido da defesa da vida desde a concepção até a morte natural e iniciará uma grande campanha de sensibilização, especialmente entre as mulheres jovens".

EFE cps/db

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