Interrogadores de Guantánamo usaram técnicas de comunistas chineses

Washington, 2 jul (EFE) - Os interrogadores militares americanos em Guantánamo aprenderam algumas das técnicas usadas pelos comunistas chineses para obter confissões dos prisioneiros, afirmaram hoje veículos de comunicação locais. O jornal The New York Times, que cita como fonte de informação vários documentos do campo americano de prisioneiros na base naval de Guantánamo (Cuba), afirmou que os métodos incluíam a privação de sono, a exposição a temperaturas extremas e ficar em uma mesma posição por muito tempo. O que os instrutores militares não disseram aos presentes a uma aula em dezembro de 2002 sobre técnicas de tortura foi que os métodos foram copiados de um estudo feito em 1957 pela Força Aérea das técnicas usadas pelos comunistas chineses durante a Guerra da Coréia (1950-1953), acrescentou o jornal. A conexão, segundo o New York Times, foi apontada por um especialista em interrogatórios que falou sob a condição de anonimato. Alguns desses métodos foram usados contra um pequeno número de prisioneiros em Guantánamo antes de 2005, quando o Congresso proibiu o uso de coerção por parte dos militares, explicou o jornal. A CIA (agência de inteligência americana) ainda está autorizada pelo presidente (dos Estados Unidos, George W.) Bush, a usar vários métodos secretos alternativos de interrogatório, acrescentou.

EFE |

O jornal também publicou um trecho de um cartaz de instrução que, informou, foi usado pelos instrutores militares americanos em suas aulas para interrogadores em Guantánamo.

O papel informa, por exemplo, como método geral o isolamento, e indica que "privar a vítima de todo apoio social para sua capacidade de resistir desenvolve uma intensa preocupação consigo mesmo, e faz com que a vítima dependa do interrogador".

Variações deste método incluem o confinamento solitário completo, o isolamento completo, o isolamento parcial e o isolamento de um grupo.

O "esgotamento induzido", que enfraquece a resistência física e mental, inclui a privação de alimentos suficientes, a "exploração de ferimentos", doenças induzidas, privação do sono, interrogatórios prolongados e esforços excessivos. EFE jab/db

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