Paris, 3 mar (EFE).- A Interpol pediu a seus Estados-membros mais recursos e mobilização contra a ameaça terrorista que, segundo ela, pode causar muito mais danos à humanidade do que a atual crise financeira, caso utilize armas biológicas ou nucleares.

Na sessão de abertura da quinta conferência de representantes policiais dos países-membros da Interpol em Lyon, na França, seu secretário-geral, Ronald Nobre, ressaltou que com a crise financeira a missão desta instituição é "mais vital que nunca" devido à ameaça das organizações terroristas e criminosas.

Nobre ressaltou que os líderes mundiais "não são conscientes" deste risco e usou a crise como metáfora.

"As atuais turbulências econômicas começaram porque os Governos e o setor privado não prestaram atenção aos claros sinais com os quais poderiam evitado essa crise. Não podemos nos permitir cometer o mesmo erro duas vezes com o terrorismo", afirmou.

Sobre os erros do sistema de segurança atual, ele se referiu ao fato de que 800 milhões de pessoas cruzam fronteiras no mundo sem que se comprovem seus passaportes com a base de Interpol de quase 10 milhões de documentos roubados.

"A mobilidade de pessoas e bens é o motor que movimenta a economia global. Possibilitar este movimento protegendo nossos cidadãos de que querem nos causar danos é um dos maiores desafios em segurança que enfrentamos agora", argumentou.

A conferência de Lyon vai até quinta-feira, com 250 representantes de 137 países (de um total de 187 membros da Interpol) e está centrada na luta contra o tráfico ilegal de pessoas. EFE ac/jp

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.