Paris, 25 jun (EFE).- O Comitê Executivo da Interpol (polícia internacional) ratificou hoje a validade do relatório redigido por sua Secretaria-Geral sobre o material encontrado nos computadores do número dois da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), conhecido como Raúl Reyes, após sua morte, em março.

"Com base em um exame pormenorizado de todos os dados pertinentes, respaldamos integralmente o relatório da Interpol e todas as suas conclusões", afirmou o Comitê Executivo, encarregado da supervisão da Secretaria-Geral da Interpol.

O Comitê Executivo da organização, com sede em Lyon (sul da França), afirma em comunicado que "o trabalho realizado pela Interpol em relação a este assunto foi totalmente coerente com seu Estatuto e sua normativa".

"As considerações políticas não influíram de modo algum na conclusão", afirmou.

Quito anunciou no último dia 10 que não dava "nenhuma validade processual" às informações achada nos computadores do dirigente guerrilheiro.

Três dias depois, a Secretaria-Geral divulgou um comunicado no qual considerava que o Equador havia interpretado de forma errada as conclusões do relatório, e criticava duramente as declarações do Governo equatoriano.

Em 1º de março, o Exército da Colômbia matou em uma operação militar o número dois das Farc, quando se encontrava em território equatoriano, e com o qual encontrou dois discos rígidos de seu computador, além de unidades USB. EFE jaf/gs

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.