Interpol prende no Rio militar argentino acusado por massacre

Uma equipe de policiais federais da representação da Interpol no Rio de Janeiro prendeu nesta quarta-feira um ex-major do Exército argentino acusado em seu país de cometer crimes contra a humanidade durante a ditadura militar (1976-1983). Norberto Raúl Tozzo, 63 anos, foi detido em um hotel na zona sul do Rio, depois que os policiais brasileiros o reconheceram por meio de fotos e após uma campana de dois dias.

Reuters |

'Ele havia se registrado sob um nome falso, mas estava sem nenhum documento', disse à Reuters uma fonte da Interpol, que pediu para não ser identificada. 'Ao ser preso, ele não falou nada, permaneceu em silêncio absoluto.'

Tozzo é acusado de comandar, em 13 de dezembro de 1976, um grupo de militares que executou 22 militantes políticos opositores do regime, no episódio que ficou conhecido como Massacre de Margarita Belén.

Segundo a Interpol, os militantes foram assassinados após terem sido retirados da prisão da cidade de Resistencia em caminhões do Exército. Dos 22 mortos, apenas 7 tiveram os corpos devolvidos às suas famílias.

Tozzo não disse aos policiais há quanto tempo está no Brasil, mas ele é foragido desde abril de 2005, quando um juiz federal argentino decretou sua captura nacional e internacional pelo massacre. Outros nove acusados da matança estão presos à espera de julgamento.

Segundo a Interpol, Tozzo seria conduzido ao presídio Ary Franco, no Rio, onde aguardará uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre sua extradição para a Argentina.

A fonte da Interpol disse não saber em quanto tempo pode sair a extradição do militar.

'Há processos que duram três meses, outros que duram três anos', disse o policial. 'Mas ele demonstrou uma predisposição para ser extraditado, e isso pode acelerar o processo.'

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