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Interpol não encontra alterações e garante que computadores eram de Reyes

Bogotá, 15 mai (EFE).- A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) informou hoje que não encontrou modificações ou alterações nos computadores do conhecido como Raúl Reyes e assegurou que esses equipamentos pertenciam ao líder rebelde das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) morto em 1º de março.

EFE |

"Ninguém nunca poderá questionar se a Colômbia manipulou essa evidência apreendida", disse o secretário-geral da Interpol, Ronald Noble, em entrevista coletiva em Bogotá, após entregar o relatório de sua organização sobre os computadores.

Noble declarou que estava convencido de que os equipamentos analisados pela Interpol (três computadores) foram apreendidos em um acampamento das Farc.

"Vieram de um acampamento terrorista das Farc, portanto pertenciam à organização e aos membros dessa organização", disse Nobre, que em seguida foi perguntado de quem exatamente seria o material.

"Especificamente, do senhor 'Reyes', que está morto, mas definitivamente eram seus computadores, seus discos, seu equipamento físico e ele é (era) o representante das Farc e o responsável por seu conteúdo", respondeu Noble.

O funcionário entregou o relatório ao diretor da Polícia colombiana, geral Oscar Naranjo; à diretora do Departamento Administrativo de Segurança (DAS, inteligência estadual), María del Pilar Hurtado, e ao procurador-geral, Mario Iguarán, na presença do chanceler, Fernando Araújo.

Nessa documentação, e depois, para cerca de 200 jornalistas e câmeras, Noble insistiu que 64 especialistas, de 15 países, trabalharam durante mais de cinco mil horas nas oito "provas documentais apreendidas", compostas por três laptops, três pendrives e dois discos externos.

As oito peças, além disso, continham em conjunto, segundo Noble, "mais de 600 gigas de dados, 37.862 documentos escritos, 452 folhas de cálculo, 210.888 imagens, 22.481 páginas web, 7.989 endereços individuais de e-mail, 10.537 arquivos de multimídia de som e vídeo, e 983 arquivos criptografados".

Para o secretário-geral da Interpol, todo o material pode ocupar 39,5 milhões de páginas informáticas.

Noble também disse que entende que ocorrerá "protestos de países vizinhos", mas que a Interpol em nenhum momento está interessada nos conteúdos dos computadores e isso corresponde às autoridades colombianas.

"Entregamos um relatório classificado, e a Colômbia como país soberano, deve decidir quais destes documentos e a que informação removerá a classificação", disse Noble, convidando em seguida Venezuela e Equador para conhecerem os resultados do dossiê.

Sobre os cerca de 7.900 endereços de e-mail encontrados, ele acrescentou que "devem ser muito importantes para investigações antiterroristas não só na Colômbia mas em outros países".

O secretário-geral da organização insistiu que a Interpol conclui que não houve nenhum tipo de alteração das informações da evidência computacional.

O trabalho de "informática legista" foi solicitado pelo Governo colombiano após encontrar os computadores de Luis Edgar Devia ou "Raúl Reyes", porta-voz internacional das Farc e segundo ao comando da organização criminosa, durante uma incursão militar no acampamento do guerrilheiro efetuada em 1º de março em território equatoriano.

Além de "Reyes", morreram outras 25 pessoas, incluindo um equatoriano, um militar colombiano e quatro universitários mexicanos, além de outros guerrilheiros.

Pela incursão militar em seu território, o presidente equatoriano, Rafael Correa, rompeu relações diplomáticas com a Colômbia três dias depois. EFE rrm/bm/fb

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