Interpol gastou 4 mil horas no estudo dos computadores das Farc

Especialistas em informática forense da Interpol dedicaram quatro mil horas ao informe entregue nesta quinta-feira que atesta a autenticidade dos arquivos encontrados nos computadores do guerrilheiro e número dois das FARC, Raúl Reyes, morto por tropas colombianas em um acampamento no Equador.

AFP |

O secretário-geral da Interpol, Ronald Noble, explicou que o informe apresentado por dois especialistas da Austrália e Cingapura, é o resultado de uma análise de três computadores, memórias USB e dois discos rígidos entregues pelo governo colombiano.

Segundo Bogotá, estes foram encontrados em um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) no norte do Equador, onde suas tropas fizeram uma incursão que resultou na captura e morte de Reyes.

"Utilizando ferramentas forenses sofisticadas", disse Noble, os peritos encontraram mais de e 600 gigas de dados, 37.872 documentos escritos, 452 folhas de cálculos e 210.888 imagens.

Igualmente, 22.481 páginas da internet, 7.989 endereços de e-mail, 10.537 arquivos multimídia, de som e vídeo, 983 arquivos codificados.

"Em termos não técnicos, este volume de dados corresponderia a 39,5 milhões de páginas no Microsfot Word", afirmou Noble, após ressaltar que "demoraria mais de mil anos para ler todos os dados, caso uma pessoa lesse 100 páginas por dia".

Para a análise das provas, segundo ele, "nossos especialistas usaram 10 computadores simultaneamente e os operaram 24 horas por dia, sete dias na semana por duas semanas seguidas. Isso tudo para poder decodificar os 983 arquivos".

De acordo com o policial, "baseada na análise forense, cuidadosa e completa, a Interpol concluiu que não houve nenhum tipo de alteração dos dados e das provas desde a apreensão dos aparelhos, em primeiro de março de 2008, por parte das autoridades colombianas.

cop/cl/sd

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG