Caracas, 23 abr (EFE).- A Interpol emitiu uma ordem de captura internacional contra o líder opositor venezuelano Manuel Rosales, acusado de corrupção e que atualmente está no Peru, onde pediu asilo político, informou hoje o diretor da Polícia científica da Venezuela, Wilmer Flores.

Após incluída a ordem de captura no sistema policial mundial, as autoridades venezuelanas agora querem que seja dado alerta máximo, o que se classifica como "difusão vermelha", disse Flores, em entrevista coletiva.

A inclusão de Rosales na lista da Interpol de pessoas procuradas foi solicitada na quarta-feira pelo tribunal de Caracas que tramita seu caso e que ordenou privá-lo de liberdade, porque o líder opositor mostrou não ter "vontade de se submeter no processo contra ele".

A Procuradoria venezuelana acusa de enriquecimento ilícito o atual prefeito da cidade de Maracaibo, capital de Zulia, por crimes que supostamente cometeu entre 2002 e 2004 durante sua gestão como governador desse estado, fronteiriço com a Colômbia.

Tanto Rosales quanto Omar Barboza, presidente de seu partido, Um Novo Tempo (UNT), denunciaram que essas acusações são uma montagem para justificar a "perseguição política" do presidente venezuelano, Hugo Chávez, que publicamente disse que seu desejo é ver o líder opositor preso.

Rosales optou por não se apresentar na segunda-feira passada ao tribunal que decidiria se ordenava sua prisão preventiva ou permitia que aguardasse em liberdade o julgamento por crimes passíveis de pena de entre três e dez anos de prisão.

Ex-candidato presidencial em 2006, Rosales apareceu esta semana no Peru, onde pediu formalmente asilo e deu declarações nas quais reiterou que se considera um "perseguido político" de Chávez, a quem chamou de "covarde" e "ditadorzinho". EFE ar/an

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