Interpol diz que Índia não ajuda na investigação sobre atentados em Mumbai

Islamabad, 23 dez (EFE).- O secretário-geral da Interpol, Ronald K.

EFE |

Noble, em visita a Islamabad, disse hoje que as autoridades da Índia não compartilharam nenhuma evidência concreta que permita identificar os autores dos atentados de Mumbai, no fim de novemnbro.

Nobre deu entrevista coletiva com o ministro do Interior do Paquistão, Rehman Malik, depois de se reunir com responsáveis das agências policiais do país e outras autoridades.

A delegação da Interpol visitou antes a Índia, oferecendo às autoridades locais ajuda para identificar os autores do massacre de Mumbai com seus bancos de dados e auxílio dos países-membros.

"Até agora a Interpol só tem o mesmo que os jornalistas, o que vimos na televisão e lido na imprensa. Não é aceitável que algumas informações cheguem aos veículos de comunicação", afirmou Noble.

"Para qualquer investigação policial, o único caminho possível é dispor de informação confiável. Só podemos confiar em informação que venha das autoridades policiais indianas", disse.

"A Interpol foi à Índia com o objetivo de recolher provas que possam ser acessíveis em nossa base de dados para o Paquistão e para a comunidade internacional", observou o responsável do organismo multilateral.

"Se a Interpol não interveio ainda, é porque o Governo indiano decidiu que não é o momento. A única razão para isso que posso dizer é que as autoridades não estão preparadas para compartilhar informação", disse.

O secretário-geral da Interpol disse que o Paquistão "está decidido a cooperar" com o organismo para ajudar a Índia em suas investigações, e fez um elogio ao país: "É um dos maiores contribuintes para deter a terroristas e suspeitos. Nenhuma nação compartilhou tanta informação significativa sobre atentados", afirmou.

A Índia acusou o grupo Lashkar-e-Toiba (LeT), que luta pela anexação da Caxemira ao Paquistão, de ser o autor do atentado, e assegurou que todos os terroristas eram paquistaneses.

Já o Paquistão afirma que a Índia não baseou suas acusações com provas que permitam às autoridades paquistanesas processar os supostos responsáveis pelo atentado. EFE igb/dp

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