Interpol detém repressor da ditadura Argentina foragido

Buenos Aires, 18 ago (EFE).- A Interpol na Argentina deteve hoje um repressor da última ditadura militar (1976-1983) que tinha escapado em julho de uma prisão da cidade de Bahía Blanca.

EFE |

O promotor federal Hugo Cañón informou que Julián Corres, de 56 anos, foi capturado na cidade de Villa Constitución, a 250 quilômetros ao noroeste de Buenos Aires.

"Não temos ainda muita informação, mas se pode dizer que Corres foi detido na casa de um parente. Aparentemente, tinha mudado seu aspecto físico", disse Cañón em declarações ao canal de televisão "Todo Noticias".

Devido à fuga de Corres, o Ministério da Defesa tinha ordenado há poucos dias a suspensão de um chefe do Exército e de 11 policiais, quatro dos quais estão detidos.

A Justiça argentina também tinha solicitado a captura internacional do repressor, perante a suspeita de que o ex-militar pudesse ter viajado para um país vizinho.

O tenente-coronel Corres, acusado de torturar seqüestrados em um centro ilegal de detenção durante a ditadura, foi preso em abril, após permanecer um ano e meio foragido.

Corres escapou de uma prisão de Bahía Blanca em 26 de julho, depois de pedir permissão para tomar banho. Cañón denunciou a existência de uma "promíscua relação" do militar com os policiais encarregados de observá-lo.

Julián Corres, que até há alguns anos era oficial do Serviço de Inteligência do Exército, é acusado de 47 seqüestros, 38 casos de torturas, 17 homicídios e sete desaparições de detidos.

Segundo números oficiais, 18 mil pessoas desapareceram na Argentina na última ditadura, embora os organismos defensores dos direitos humanos elevem o número para 30 mil. EFE cw/ab/rr

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