Interpol detém acusado de comandar operações de seqüestro na Argentina

Buenos Aires, 15 ago (EFE).- A divisão argentina da Interpol deteve nos arredores da cidade de Buenos Aires o militar Jorge Aníbal Masson, acusado de delitos de lesa-humanidade durante a última ditadura (1976-1983), informaram hoje fontes policiais.

EFE |

O tenente-coronel aposentado foi preso ontem à noite na cidade de Bella Vista na província de Buenos Aires por ordem do juiz federal Alcindo Álvarez Canale, que investiga os delitos cometidos no V Corpo do Exército (sul do país), indicaram fontes da Polícia de Segurança Aeroportuária, que também participou da operação.

"Masson tinha responsabilidade imediata sobre os grupos de comando do seqüestro que funcionavam no V Corpo do Exército e é autor dessas operações", afirmou o procurador-geral de Bahía Blanca, Hugo Omar Cañón.

O acusado por repressão foi detido depois que a Câmara Federal de Bahía Blanca revogou nesta semana a libertação que beneficiava Masson, que foi transferido para a prisão de Marcos Paz.

"Após o que aconteceu com (o repressor Julián) Corres em Bahía Blanca, foi determinado que Masson permanecesse hospedado em Marcos Paz até que preste declaração em Bahía Blanca", declarou Cañón.

Corres, acusado de torturar seqüestrados em um centro ilegal de detenção durante a ditadura, escapou há três semanas de uma delegacia da cidade de Bahía Blanca (a 800 quilômetros de Buenos Aires), onde permanecia detido.

Por causa deste fato, o Governo determinou que as forças de segurança não poderão continuar alojando presos por delitos de lesa- humanidade.

Segundo números oficiais, 18 mil pessoas desapareceram na Argentina na última ditadura militar, embora os organismos defensores dos direitos humanos elevem o número para 30 mil. EFE ms/bm/rr

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