SÃO PAULO - Assim que forte terremoto de 7 graus na escala Richter atingiu o Haiti, na última terça-feira, a internet se tornou um meio primordial para mobilizar ajuda humanitária e facilitar a difusão de informações sobre a tragédia.

As redes sociais na internet - como Orkut, Facebook e Twitter - viraram fontes de informação de primeira mão para acompanhar o desastre, assim como para fazer pedidos de ajuda e, sobretudo, para mostrar solidariedade pelo ocorrido.

O Twitter - ferramenta de microblogging que já foi protagonista nas revoltas do Irã em 2009 - canalizou os comentários de solidariedade e as experiências de improvisados correspondentes cidadãos, que tentavam informar ao mundo as novidades a partir da área de catástrofe ou fotos sobre a devastação.

A demanda da imprensa levou sites de imagens como o Twitpic , na qual o usuário pode carregar suas fotografias logo após serem tiradas com o telefone celular, a se transformar em mercados nos quais de pode buscar imagens recentes para ilustrar o fato.

Edifícios destruídos, pessoas assustadas e outras fotos de escombros tiradas por cidadãos comuns não demoraram a fazer parte do arquivo de jornais americanos ou televisões de diferentes partes do planeta.

Alguns vídeos gravados por moradores chegaram à rede, como um colocado no YouTube , poucas horas depois do grande tremor, que mostrava a nuvem de poeira gerada pelos desabamentos de diversos edifícios e no qual se ouve em inglês a voz nervosa de uma mulher dizendo que "o mundo vai acabar".

Solidariedade e pedido de ajuda

Usuários da rede social Facebook criaram uma comunidade para pedir ajuda humanitária à população haitiana . A comunidade, intitulada "O Haiti precisa de nós e nós precisamos do Haiti" já tem 24.954 participantes. 

No Orkut, rede social mais popular do Brasil, internautas deixam mensagens de conforto nas páginas pessoais dos soldados brasileiros vítimas dos terremotos. Na comunidade " Terremotos no Haiti ", os internautas compartilham informações sobre a tragédia e buscam informações sobre parentes e conhecidos.

Contato de militares com famílias

Parentes e amigos de brasileiros que integram a missão de paz no país usam sites para encontrar informações e expressar alívio ou pesar pelas notícias.

Fabiola Gomes, casada com o sargento Dagoberto Godoy que está no Haiti, só conseguiu notícias do marido 12 horas depois do terremoto. Após a tragédia, mesmo sabendo que está tudo bem com o marido, Fabiola passa o dia na internet em busca de notícias.

"Fico conectada o dia inteiro tentando saber notícias. Mesmo depois de ter recebido um telefonema dele eu não consigo ficar calma, porque sei que novos tremores aconteceram. Só vou ficar tranquila quando ele estiver ao meu lado", disse Fabiola que mora no Rio de Janeiro e espera com os dois filhos, um garoto de 8 anos e um bebê de 4 meses, o retorno do marido.

A agonia de Rosa Godoy, que mora em São Paulo durou 6 horas. Ela ficou sabendo do terremoto pela TV e correu para a internet para saber notícias do filho, o soldado Luiz Gustavo de Godoy, de 21 anos.

"Quando vi na televisão eu entrei no Orkut, onde participo de uma comunidade da Missão no Haiti e comecei a procurar informações. Por volta de uma hora da manhã [de quarta-feira] ele conseguiu me ligar e disse que estava bem", contou.

Celebridades e anônimos comentam catástrofe

No Twitter, internautas de todo o mundo comentaram o terremoto. De Nova York, Jennifer Stanback ( www.twitter.com/@MissJenn1920 ) pediu orações para parentes de seus primos, que vivem no Haiti.

Outro internauta, Julmer04 ( www.twitter.com/@julmer04 ), também pediu orações para a sobrinha e a filha de um casal de amigos. Horas depois, contou que as crianças estavam bem: "acabo de descobrir que estão vivos. Obrigado pelas preces!", publicou. 

O rapper e produtor musical haitiano Pras Michel ( http://twitter.com/prasmichel ) manifestou seu carinho pelo país. Acabo de falar com algumas pessoas no Haiti e a capital inteira está destruída. O Haiti parece nunca conseguir ter uma folga, afirmou Michel, que é ganhador do Grammy.

Outras celebridades que estão no Twitter, como Ashton Kutcher, John Legend, Ben Stiller e Demi Moore manifestaram sua preocupação e seu apoio às vitimas do país.

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