Internet chega a mais de 25% da população chinesa

Pequim, 17 jul (EFE).- Apesar da crescente censura, a internet continua ampliando rapidamente sua presença na China, onde o número de usuários chegou a 338 milhões em junho, mais de 25% da população do país.

EFE |

O número representa um aumento de 40 milhões de usuários em relação ao levantamento anterior, elaborado no final de 2008, diz a agência oficial "Xinhua" ao citar dados do Centro de Informação sobre a Internet na China.

Esta é a primeira vez em que a taxa de usuários de internet na China supera a média mundial, de quase 20%. Entretanto a presença da rede ainda é muito maior nos países desenvolvidos.

Um total de 94,3% dos usuários chineses utiliza banda larga, um número ligeiramente maior ao do final de 2008. Além disso, houve nesses seis meses um forte aumento (32,1%) na quantidade de internautas que acessam a internet pelo celular (155 milhões).

O estudo governamental mostra que os usuários chineses utilizam a web principalmente para ler notícias, jogar e falar com seus amigos.

Também foi identificado um forte aumento no número de pessoas que fazem compras online na China, de 14 milhões no final de 2008 para 87,9 milhões em junho deste ano.

Desde o ano passado, a China é o país com mais internautas no mundo, muito à frente dos Estados Unidos, o segundo na lista.

A comunidade chinesa na web cresce rapidamente - cerca de 15 milhões de pessoas se juntam à rede no país a cada dois meses. O sucesso da internet na China ocorre apesar do forte controle sobre conteúdo exercido pelo Governo, especialmente contra sites estrangeiras e em datas delicadas para a política nacional.

Por causa das tensões étnicas ocorridas em Xinjiang neste mês e no Tibete em 2008, por exemplo, os usuários chineses não podem acessar sites populares como YouTube, Facebook e Twitter.

Apesar da censura, a internet é o meio de expressão preferido pelos jovens chineses. A rede ajudou a revelar casos de corrupção local, a organizar protestos e também serviu para a publicação de artigos críticos ou irônicos contra o Governo comunista. EFE abc/bba

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