Paris, 23 jun (EFE).- Os internautas poderão criar os nomes de domínios de internet que quiserem a partir de 2009, caso uma proposta neste sentido seja aprovada na reunião internacional da Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (Icann, em inglês), iniciada hoje em Paris, segundo revelou o presidente da organização, Paul Twomey.

Desta forma, os sites não estariam atados a fórmulas clássicas, como ".com", ".net" e ".org".

"Os internautas poderão criar domínios como '.amor' e '.odio'", explicou Twomey ao jornal "Les Echos", para o caso de os reguladores votarem favoravelmente ao projeto, na próxima quinta-feira. A Icann está trabalhando há três anos nesta revolução da geografia da web.

Para isso, se assegurará que as novas extensões de domínios respeitem os direitos das marcas e que os novos endereços não se pareçam muito com nomes já conhecidos, além de não usurpar identidades de comunidades já reconhecidas.

"Uma comunidade budista ancestral perdida nos confins da Tailândia poderá continuar a controlar seu nome", explicou Twomey, destacando que ainda permanece em sigilo quem será o árbitro que decidirá a validade dos domínios.

Além disso, "a partir de agora, os internautas poderão registrar domínios em alfabeto cirílico, chinês e amárico da Etiópia (...) É um desafio técnico, mas imprescindível", afirmou Twomey, que explicou que a Icann já fez testes com 15 idiomas diferentes e vários navegadores.

O Icann, organização privada sem fins lucrativos, tem um contrato com o Governo dos Estados Unidos pelo qual administra os sistemas de nomes de domínios e endereços de IP (Internet Protocol), assim como a entidade que concede os endereços junto às organizações regionais.

A instituição recebe uma parte de cada domínio que vende no mundo, o que representa 95% de seus negócios, estimados em US$ 56,8 milhões no ano fiscal de 2008, 44% a mais em relação ao ano anterior. EFE jaf/wr

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